12 dezembro 2008

Parar vs. Abrandar


Agente - Boa tarde. Documentos se faz favor.

Advogado - Mas porquê, Sr Agente?

Agente - Não parou no sinal de STOP ali atrás.

Advogado - Eu abrandei, e como não vinha ninguém...

Agente - Exacto. Documentos se faz favor.

Advogado - Mas qual é a diferença entre abrandar e ter de parar?

Agente - A diferença é que a lei diz que num sinal de STOP deve parar completamente a viatura. Documentos se faz favor.

Advogado - Ouça proponho-lhe o seguinte: se conseguir me explicar a diferença legal entre abrandar e parar eu dou-lhe os documento e pode multar-me. Senão deixa-me ir sem multa.

Agente - Muito bem, aceito. Pode fazer o favor de sair da viatura?

O Advogado acede e é então que o Agente retira o seu cacetete e desata desancá-lo violentamente como mandam as regras. E vai dizendo:

- Quer que eu PARE ou que ABRANDE apenas?

11 dezembro 2008

ALUNA ROSA...


Ficar velho é obrigatório, crescer é opcional.

No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda.

Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro. Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim, com um sorriso que iluminava todo o seu ser.

Ela disse:

- Hei, bonitão. Meu nome é Rosa. Eu tenho oitenta e sete anos de idade. Posso te dar um abraço?

Eu ri, e respondi entusiasticamente:

- É claro que pode! - e ela me deu um gigantesco apertão.

- Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade? - perguntei.

Ela respondeu brincalhona:

- Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar.

- Está brincando - eu disse.

Eu estava curioso em saber o que a havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse:

- Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!
Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um milkshake de chocolate. Tornamos-nos amigos instantaneamente.

Todos os dias nos próximos três meses nós teríamos aula juntos e falaríamos sem parar.

Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela “máquina do tempo” compartilhar sua experiência e sabedoria comigo. No decurso de um ano, Rosa tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse. Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Ela estava curtindo a vida!

No fim do semestre nós convidamos Rosa para falar no nosso banquete de futebol. Jamais esquecerei do que ela nos ensinou. Ela foi apresentada e se aproximou do pódio. Quando ela começou a ler a sua fala preparada, deixou cair três das cinco folhas no chão. Frustrada e um pouco embaraçada, ela pegou o microfone e disse simplesmente:

- Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Parei de beber por causa da Quaresma, e este uísque está me matando! Eu nunca conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então me deixem apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei. Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou:

X- Nós não paramos de amar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos de amar. Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguindo sucesso. Você precisa rir e encontrar humor em cada dia. Você precisa ter um sonho. Quando você perde seus sonhos, você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam! Há uma enorme diferença entre ficar velho e crescer. Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos. Qualquer um consegue ficar mais velho. Isso não exige talento nem habilidade. A idéia é crescer através de sempre encontrar oportunidade na novidade. Isto não precisa nenhum talento ou habilidade. A idéia é crescer sempre encontrando a oportunidade de mudar. Não tenha remorsos. Os velhos geralmente não se arrependem daquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer. As únicas pessoas que têm medo da morte são aquelas que têm remorsos.

Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente “A Rosa”.
Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária. No fim do ano Rosa terminou o último ano da faculdade que começou há todos aqueles anos atrás.

Uma semana depois da formatura, Rosa morreu tranqüilamente em seu sono.
Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser.

Quando você terminar de ler isto transmita essa pacífica palavra de conselho aos seus amigos e familiares, eles realmente apreciarão! Essas palavras têm sido divulgadas por amor, em memória de “Rosa” e lembre-se: “Ficar velho é obrigatório, crescer é opcional”.

Se você leu isso com o coração estará mais sábio, mas se leu com a mente, estará apenas mais velho.

Autor desconhecido, recebido por e-mail.

10 dezembro 2008

MÃE É MÃE... SOGRA É SOGRA...



MÃE É MÃE... SOGRA É SOGRA...

Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo sem se verem. Uma pergunta a outra:

- Como vão seus dois filhos... A Rosa e o Francisco?

- Ah querida... a Rosa minha filha, casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso. Acredita que ele levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu neto, faz o café da manhã, lava as louças e ajuda na faxina, só depois então vai para o emprego. Benza Deus aquele meu genro.
- Ah amiga...que ótimo! E o seu filho, o Francisco? Casou também?

- Casou sim, querida. Mas tadinho , deu muito azar. Casou-se muito mal. Acredita que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu neto, fazer o café da manhã, ainda tem que lavar a louça e ainda ajuda na faxina. E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, para sustentar a preguiçosa da minha nora.



VELHINHA NA FILA....

Uma velhinha passa em frente a um posto de saúde e vê uma enorme fila
para distribuição de camisinhas.
Curiosa, ela pergunta ao rapaz que está em último na fila:
- Mocinho, com licença. Pra quê que é essa enorme fila?
O cara, meio tímido não quis dizer a verdade para a vovozinha:
- Ah! Tão distribuindo manga.
E a velhinha toda feliz:
- Oba! Eu adoro manga!
O sujeito então saiu fora da fila e foi embora envergonhado.
Quando chega a vez dela de ser atendida o balconista do posto, surpreso,
perguntou?
- Oh! Aí vovó, a senhora ainda trepa?
A velhinha com medo de subir no pé de manga, responde:
- Trepar eu não trepo não. Mas se botar na minha mão eu chupo que é
uma beleza.

Óptimo dia....

09 dezembro 2008

A inveja é fogo...

O sujeito foi cortar o cabelo no barbeiro que frequentava há mais de vinte anos.

- Rapaz, tô ansioso... Vou pra Itália amanhã!
* Itália?- perguntou o barbeiro
* Com tanto lugar bom pra ir, tu vai pra Itália?
- É, eu vou pela Alitalia.
* Puta que pariu, a pior companhia de aviação do mundo.
* Vai pra que cidade?
- Roma.
* Que merda! Cidadezinha feia! Vai se hospedar aonde?
- No Hilton.
* Que ...., Eu hein! Aquilo é o maior pardieiro!
* Vai ver o papa?
- Claro!
* Programinha de Índio, hein! Milhões de pessoas se acotovelando só pra ver o
papa.
O sujeito saiu do barbeiro injuriado.

No dia seguinte, viajou e curtiu a viagem, que foi óptima. Logo que voltou, fez
questão de voltar à barbearia.

* E aí, como foi a viagem? - perguntou o barbeiro.
- Rapaz, você não sabe o que me aconteceu. Eu tava lá no Vaticano tentando ver o
papa. Logo que o papa chegou na sacada, ele olhou pra multidão e desceu. Saiu de
lá e começou a andar na minha direção. Foi se aproximando de mim cada vez mais.
Quando o papa chegou bem pertinho, falou um troço no meu ouvido. Só pra mim!

* E o que o papa falou pra você?
- Cabelinho mal cortado, hein, rapaz? Que MERDA de barbeiro é o teu...



Tenho mesmo de mudar de barbeiro... Assim até barba faço...

Este barbeiro, faz cortes de todas as maneiras,... Já viram porque quero mudar de barbeiro...

08 dezembro 2008

Os “mitos” em torno de Florbela Espanca e sua obra

Árvores do Alentejo

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
--- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

Florbela Espanca

Conheci Fábio, quando ele entra Orkut adentro, pede para ser meu amigo e logo me pede um favor, se lhe dava guarida em Évora por algum tempo, pois queria tirar o mestrado em Literatura Portuguesa, na Universidade de Évora... Fábio um jovem Pernambucano da cidade de Caruaru.

Chegou a Portugal, e logo teve de se deparar com o Inverno das Planícies Alentejanas, para quem chega da terra do Sol é deveras forte a mudança... cheguei a encontra-lo com o pijama vestido por baixo das calças, andando na rua, por brincadeira, lhe chamava de Paraíba, coisa que ele se mofava todo, tudo menos ser da Paraíba... Fala sempre de um só fôlego do seu Pernambuco, "isso sim é terra e é gente", assim ele se exprime.

Fábio por cá andou dois anos a tirar o Mestrado, com Bolsa de um Português residente no Recife, chega agora a hora da partida para rever a família, ver de alguma saia que por lá deixou, digo eu... pois por aqui não lhe conheci namorada e iniciar a prospecção para ensinar em alguma Universidade do Brasil...

Mas vai voltar, pois quer fazer o Doutoramento... para tal já se inscreveu num Curso na Universidade de Évora... Assim na hora da despedida, não é um até sempre, mas um até à volta.

E porquê eu escolhi o texto seguinte, para esta Blogagem Colectiva "Interlúdio por Florbela"... tenho assistido a muitos gostos sobre a poesia e vida de Florbela, mas um doido tão grande pela poeta, nunca vi... A sua tese de Mestrado, não podia ser outra coisa, que não sobre a Poeta Calipolense.

Coloco aqui o que foi publicado no Jornal da Terra (Diário do Sul) do dia 27/11/2008 de autoria do meu amigo Pernambucano Fábio Mário Silva.


À Comunidade Portuguesa de Pernambuco

No dia 24 de Março de 2007 sai um curioso artigo no Jornal Diário do Sul1 sobre o dia mundial da Poesia. Uma das coisas que nos chama a atenção ao abrir esse jornal é a imagem de Florbela Espanca que, ocupando o centro da página, se destaca logo aos olhos de qualquer leitor. O interessante é perceber que não há sequer uma linha a falar da poetisa alentejana: a imagem de Florbela apenas se configura como uma projeção, um arquétipo, que induz, se não todo o leitor português, pelo menos os leitores alentejanos, ou aqueles que apreciam poesia, a fazerem uma ligação direta de Florbela com poesia. Essa projeção do nome de Florbela e de sua imagem é construída há vários anos, criando “mitos” em torno de seu nome e sua obra. Ou seja, produziu-se uma imagem ilusória de Florbela, sobretudo com a política salazarista e a Igreja,2 que repudiaram sua obra, por causa de uma biografia nada comum para os padrões vigentes. Toda esta problemática gerou, aos críticos, um certo descompasso ao analisar a obra da poetisa, tentando reconstituir a autora a partir de sua obra poética, transformando-a em personagem, por causa da aproximação entre a biografia e a obra:

O escritor diz sempre (mais ou menos) o que realmente pensa.

Resgata e amplia as coisas para o seu pensamento real.

É sempre mais rico ou mais pobre, mais diverso e mais breve, mais claro ou mais obscuro.

Por isso aquele que pensa reconstituir um autor a partir da sua obra acaba por fabricar um personagem imaginário.3

Este “personagem imaginário” faz com que os críticos sejam seduzidos pela biografia da poetisa, usando a sua obra para lhe constituir um perfil psicológico. Estes “mitos” criados envolvem vários fatores que relacionam a biografia com a obra de Florbela, como, por exemplo: a imagem de femme fatale, de uma mulher dramática e de uma escritora com distúrbios mentais. Ou seja, esses ditos “mitos” servem para uma grande parte dos críticos florbelianos associarem a vida à obra da autora.

Maria Luísa Leal refere-se ao dilema criado em torno de Florbela, que perturbou a cidade de Évora: colocar, ou não, um busto4 (esculpido por Diogo de Macedo e dedicado a Florbela) no Jardim Público de Évora? E refere-se a José Régio, como mais um crítico que contribuiu para a construção do “mito”:

A própria questão do busto de Florbela Espanca esculpido por Diogo de Macedo e retirado do Jardim Público de Évora por indústria de “algumas senhoras eborenses e dois sacerdotes”, que desencadeou reacções na imprensa, entre as quais se conta a de José Régio, contribuiu para erigi-la em mito.5

Acerca da imagem do “mito” construído, Rui Guedes, empresário português, que incessantemente percorreu tudo o que a poetisa escreveu, publica textos inéditos e a obra completa, juntamente com a fotobiografia em 1985, e afirma-nos também, sobre os biógrafos que se ocuparam em denegrir a imagem de Florbela, e que faltava a “investigação séria da verdade”:

E a bola de neve da distorção maledicente foi crescendo, numa série de conceitos em segunda mão utilizados pelos que, não compreendendo a genialidade da Poetisa que viveu na época, a julgaram com mesquinhez, sem piedade e sem compreensão.6

A Professora Maria Lúcia Dal Farra7 nos chama a atenção para a dita “investigação séria da verdade” que não esteve presente nas Obras Completas de Florbela Espanca, e que tanto Rui Guedes sublinhou na sua “Nota Preliminar”:

Numa dessa obras, na Fotobiografia, a reconstrução de uma época descamba, de um álbum de retratos, para uma lição de anatomia que devassa, não mais a intimidade poética ou a vida particular de Florbela, mas sua integridade física e a sua legitima privacidade pós-mortem, constato eu. Isto porque ali se exibem, ao lado de outras, duas fotos que são apresentadas como - pasme, o esclarecido leitor!- ‘metade esquerda do maxilar inferior de Florbela’ e ‘pedaços do seu cabelo’! Ao meu ver, é apenas ali que se pode compreender o acentuado e propalado ‘rigor científico’ da edição.8

É verdade que, afora o valor não científico, gralhas e falhas nas edições das publicações do empresário Rui Guedes, José Carlos Seabra Pereira prefaciou-as fazendo um resgate histórico e a análise de algumas poesias.

Quando Cláudia Pazos Alonso nos remete para a “imagem dramática” construída por Guido Batelli, percebemos, também, que outros estudiosos contemporâneos do século XXI constroem a mesma imagem de Florbela feita por Batelli há quase cem anos:

Se a poesia lírica é essencialmente subjetiva e o romantismo exacerba o individualismo, em Florbela Espanca, visceralmente lírica e romântica, é difícil separar a obra e a vida, de tal forma uma e outra se entretecem. Por mais que nos voltemos para os conceitos modernos de análise literária, que nos apontam os perigos de ultrapassar o campo de análise propriamente dito – ou seja, a obra em si, com todos os elementos que a personalizam – a biografia de Florbela nos seduz, inclusive como esclarecimento para sua poesia.9

Temos de ter cuidado quando uma biografia “seduz” mais que a obra, ou quando uma justifica a outra. Não queremos dizer com isso que devemos esquecê-la; no entanto, a obra por si mesma fala-nos e transcende a autora, Florbela Espanca. Talvez análises como essas se tornem tendenciosas porque esquecem de referir que escritoras como Florbela carregam em sua escrita características próprias e identificativas, pois “a combinação de dados biográfico-escriturais torna possível ler os traços (resíduos) disseminados do desejo que vão retornando nas marcas do estilo.”10


O MITO DA PERFILHAÇÃO

Florbela D’Alma da Conceição Espanca11nasceu em Portugal, Vila Viçosa, no ano de 1894, numa época em que a condição de submissão era legado das mulheres. Desde a infância a figura do pai lhe foi de grande estima, mesmo tendo sido Florbela concebida num relacionamento clandestino. Em virtude de tal situação sua mãe a registra como filha de pai incógnito. A mãe de Florbela fora abandonada pelos pais, criada por uma senhora que trabalhava nos correios de Vila Viçosa e que lhe deu seu apelido, Lobo, passando, assim, a se chamar Antónia Lobo. Florbela foi criada passando meses com a mãe biológica (que trabalhava como empregada na casa de seu pai) e outros com o pai e a madrasta. A perfilhação só acontecerá após a morte da poetisa, em 1949. Segundo Manuel Serrano, é neste ano que um grupo influente de pessoas (entre as quais alguns nomes fundadores do Grupo de Amigos de Vila Viçosa) pede a João Maria Espanca que confirme a paternidade tornando-a oficial. Serrano acredita que isto não foi feito com intenções de reivindicar direitos de autor, mas porque “tratou-se sobretudo de uma reposição da verdade e um acto de justiça que só peca por ser tardio e que representa mais um drama na vida de Florbela.”.12


O MITO DO INCESTO

Outra questão no que toca a biografia de Florbela Espanca é o “mito” do incesto, com seu único irmão, Apeles Espanca13. Maria Lúcia Dal Farra esclarece no Afinado Desconcerto (contos, cartas e diário de Florbela Espanca), que a poetisa seria para o salazarismo o anti-modelo do feminino, como também explica que o Estado Novo utiliza-se do profundo amor que a poetisa tinha pelo irmão, Apeles, para justificar um possível incesto. Este facto é desconsiderado pela estudiosa, tendo em vista a análise detalhada e as inúmeras entrevistas que fez sobre a vida de Florbela Espanca. Ou seja, a política salazarista e a igreja procuravam motivos para denegrir a imagem de Florbela Espanca, porque ela era uma mulher à frente do seu tempo, com três casamentos mal fadados e um possível suicídio.


O MITO DOS CASAMENTOS


O amor, esse sentimento que ora é acalentador, ora arrebatador na obra de Florbela, esteve presente na sua adolescência em Évora: a poetisa apaixona-se perdidamente por um rapaz apenas conhecido, através de suas cartas, como “José”14. Alberto Moutinho será o seu primeiro namorado e marido, tendo o casamento sido realizado no civil no dia de seu aniversário, em 8 de Dezembro de 1913. Para isso foi precisa uma autorização judicial que atestava a sua emancipação para poder casar; sendo sua boda na rua de Três, actualmente rua Gomes Jardim, em Vila Viçosa.

Vivendo financeiramente no limite, dando aulas no Redondo, para sobreviver, o casal retorna a Évora para viver na casa do pai de Florbela Espanca. Após um período em Évora mudam-se para Quelfes, concelho de Olhão, no Algarve, dedicando-se ambos ao ensino. Florbela, como grande artista que é, deseja aprofundar seus estudos e quer ir estudar em Lisboa, na Faculdade de Letras, porém se matrícula em Direito. Seu marido é contra, mas mesmo assim passam alguns dias na casa de amigos e familiares. Com o relacionamento desgastado e encantada por Lisboa, Florbela decidi ficar na cidade e Alberto Moutinho vai trabalhar no Algarve.

Nesse intervalo é que Florbela conhece o alferes da artilharia, António Guimarães, por quem se apaixona perdidamente, pedindo o divorcio em 30 de Abril de 1921 e alegando aos pais descontentamento e desgaste na relação. Desta maneira, casa-se com António Guimarães em 29 de Junho de 1921, sendo necessária autorização da hierarquia militar passada em 30 de Maio de 1921. No começo do namoro Florbela troca imensas cartas amorosas com António Guimarães. Porém essa paixão avassaladora perderá o seu encanto, pois António Guimarães, Alferes de Artilharia, é um homem habituado à disciplina militar, mostrando-se também com uma personalidade violenta e rude, ou seja, com pouca capacidade de compreender a sensibilidade de Florbela, uma mulher que estava muito à frente do seu tempo, seja pela forma com que escreveu poesias, seja pela forma com que encarou e enfrentou os preconceitos da sociedade. O que António Guimarães faz neste período é transformar a sua vida num pesadelo, chegando até a bater-lhe. Nesta época, Florbela fica com a saúde extremamente fragilizada,15 o amor torna-se um fardo pesado em sua vida

É neste momento que conhece o Dr. Mário Lage, médico que a acompanhou no seu período de convalescença. Após se recuperar, Florbela alega maus tratos e pede o divórcio pela segunda vez. Em 23 de Junho de 1925 é decretado o divórcio de Florbela e António Guimarães. Claro que esse factores influenciaram bastante negativamente na família de Florbela, ficando sua relação com o pai e o irmão abalada.

Mário Lage assume seu amor pela poetisa e casa-se com ela no civil em 15 de Outubro de 1925. O casamento religioso realiza-se em 29 de Outubro do mesmo ano e mudam-se para Matosinhos. Com a morte do irmão, Florbela fica, mais uma vez, muito doente e começa a escrever uma obra narrativa, As Máscaras do Destino, em homenagem a Apeles Espanca. Desiludida com o seu terceiro casamento, sofrendo pela morte do irmão querido e extremamente fragilizada, Florbela procura forças mas, mesmo antes de sua morte física, vemos que ela já estava morta, pois escreve no dia 2 de Novembro de 1930, no seu Diário do último Ano: "e não haver gestos novos nem palavras novas!"16.

Acreditamos que há muito a ser estudado e dito acerca dos textos literários produzidos por essa mulher que já foi chamada “Soror Saudade”, pelo poeta e amigo Américo Durão, e que tinha da literatura uma extrema necessidade: “Não sei fazer mais nada a não ser versos: pensar em versos e sentir em verso. Predestinações...”. Lembrando-nos dos limites entre obra, autor e produção literária, Gaston Bachelard vem corroborar Florbela e as nossas próprias indagações: “o artista não cria como vive, mas vive como cria.”.

Fabio Mario da Silva


1 A reportagem, que se intitula “As pessoas continuam a precisar de poesia”, de 21 de Março de 2007, não possui indicação de autor. (cf. Anexo).

2 Esta informação é baseada nos estudos da pesquisadora Maria Lúcia Dal Farra, ao afirmar, no Afinado Desconcerto, que Florbela foi para a Igreja e para o salazarismo “o anti-modelo do feminino, da concepção de mulher” (p.17).

3 Paul Valéry, Apontamentos. Artes, Literatura, Política & Outros, trad. de Luís Fernando Quaresma, Lisboa, Pergaminho, 1994, p.19.

4 Após a morte de Florbela Espanca, Celestino David fez propaganda para recolher colaborações através do Diário de Notícias para colocação do busto no Jardim Público de Évora, mas por causa da vida da poetisa – dois divórcios e três casamentos em cerca de três anos e um possível suicídio – autoridades conservadoras ligadas ao Estado Novo, com estreitos princípios moralistas, mantiveram, por anos, o busto da poetisa na cave do Museu de Évora, ficando apenas o plinto num determinado local do jardim com a inscrição “A Florbela Espanca”.

5 “O papel do discurso crítico e do discurso poético na relação entre Florbela Espanca e o cânone”, in A planície e o abismo (Actas do Congresso sobre Florbela Espanca realizado na Universidade de Évora, de 7 a 9 de Dezembro de 1994), Évora, Vega, 1997, p. 34-35.

6 “Organização, introdução e notas”, in ESPANCA, Florbela, Obras Completas de Florbela Espanca, vol. I, Lisboa, Dom Quixote, 1995, p.15.

7 A Professora Doutora Maria Lúcia Dal Farra, apresenta-nos – além de um grande números de artigos e trabalhos acerca da obra e vida de Florbela Espanca – o caderno Trocando Olhares que foi uma publicação que veio estabelecer a história da “pré-história” da poesia florbeliana, a obra Poemas de Florbela Espanca (1996) e a obra Afinado Desconcerto (contos, cartas, diário), entre tantas outras publicações, revolvendo as lacunas deixadas por Rui Guedes nas edições das Obras Completas.

8 “Florbela: um caso feminino e poético”, in A planície e o abismo (Actas do Congresso sobre Florbela Espanca realizado na Universidade de Évora, de 7 a 9 de Dezembro de 1994), Évora, Vega, 1997, p.148.

9 Maria de Lourdes Hortas, “Florbela Espanca e a poesia feminina no Pré-Modernismo em Portugal”, in PAIVA, J. Rodrigues (org.), Estudos Sobre Florbela Espanca, Recife, Associação de Estudos Portugueses Jordão Emerenciano, 1995, p.92.

10 Luzia Machado Ribeiro de Noronha, Entreretratos de Florbela Espanca: uma leitura biografemática, São Paulo, Annablume: Fapesp, 2001, p.19.

11 Segundo Rui Guedes “Apesar de ter sido baptizada como nome FLOR BELA LOBO, logo que começa a escrever passar a usar Florbela d’Alma da Conceição Espanca, possivelmente por influência de seu pai.” (Acerca de Florbela Espanca, Dom Quixote, Lisboa, 1986, p.26). Já o Dicionário da Literatura Portuguesa, Brasileira, galega, Africana, estilística literária, organização Jacinto do Prado Coelho, registra uma pequena alteração: Florbela de Alma da Conceição Espanca. (p.304).

12 “O amor e o trágico na vida de Florbela Espanca”, in Callipole, n.º 15, Câmara Municipal de Vila Viçosa, Vila Viçosa, 2007, p. 206.

13 Há logo na entrada na Universidade de Évora uma placa em homenagem a alguns alunos aviadores do antigo Liceu que hoje é a Universidade, onde consta o nome do Apeles Espanca.

14 A pesquisadora Maria Lúcia Dal Farra esclarece-nos quem era esse “José”: “Sabe-se hoje que “José” não passa de um criptônimo a esconder a verdadeira identidade de João Martins da Silva Marques, oriundo de Redondo, Alentejo, e que viria a se tornar, mais tarde, assistente da Faculdade de Letras de Lisboa e diretor da Torre do Tombo. Florbela teria conhecido o rapaz na Figueira da Foz onde se encontrava em casa do seu padrinho Daniel da Silva Barroso.” (Florbela Espanca, Afinado Desconserto ( contos, cartas, diário), organização Maria Lúcia Dal Farra, São Paulo, Iluminuras, 2002, p.164).

15 A saúde de Florbela fica fragilizada não só pelos problemas conjugais, mas também pela ocorrência do segundo aborto involuntário. Primeiro aborto involuntário em 1918, segundo em 1923

16 Diário do último ano, Lisboa, Bertrand, 1981, p. 61.

07 dezembro 2008

Eu não vivo sempre.... Conheça a Mulher....


TPM em 4 fases

(procura-se a autoria para entregar o Nobel)

Segundo a visão masculina, dividiu-se a TPM em 4 fases principais:

*Fase 1 - a Fase Meiguinha*

Tudo começa quando a mulher começa a ficar dengosa, grudentinha. Bom sinal?
Talvez, se não fosse mais do que o normal.
Ela te abraça do nada, fala com aquela vozinha de criança e com todas as palavras no diminutivo. A fase começa chegar ao fim quando ela diz que está com uma vontade absurda de comer chocolate. O que se segue, é uma mudança sutil desse comportamento, aparentemente inofensivo, para um temperamento um pouco mais depressivo.

*Fase 2 - a Fase Sensível*

Ela passa a se emocionar com qualquer coisa, desde uma pequena rachadura em forma de gatinho no azulejo em frente à privada, até uma reprise de um documentário sobre a vida e a morte trágica de Lady Di. Esse estágio atinge um nível crítico com uma pergunta que assombra todos os homens, desde os inexperientes até os mais escolados como o meu pai:
- Você acha que eu estou gorda?
Notem que não é uma simples pergunta retórica. Reparem na entonação, na escolha das palavras. O uso simples do verbo 'estou' ao invés da combinação 'estou ficando', torna o efeito da pergunta muito mais explosiva do que possamos imaginar.
E essa pergunta, meus amigos, é só o começo da pior fase da TPM. Essa pergunta é a linha divisória entre essa fase sensível da mulher para uma fase mais irascível.

*Fase 3 - a Fase Explosiva*

Meus amigos, essa é a fase mais perigosa da TPM.
Há relatos de mulheres que cometeram verdadeiros genocídios nessa fase. Desconfio até que várias limpezas étnicas tenham sido comandadas por mulheres na TPM. Exagero à parte, realmente essa é a pior fase do ciclo tepeêmico. Você chega a casa dela, ela está de pijama, pantufas e descabelada. A cara não é das melhores quando ela te dá um beijo bem rápido, seco. Depois de alguns minutos de silêncio total da parte dela, você percebe que ela está assistindo aquele canal japonês que nem ela nem você sabem o nome. Parece ser uma novela ambientada na era feudal. Sem legendas...
Então, meio sem graça, sem saber se fez alguma coisa errada, você faz aquela famosa pergunta: 'Tá tudo bem?' A resposta é um simples e seca: 'Ta' sem olhar na sua cara.
Não satisfeito, você emenda um 'Tem certeza?', que é respondido mais friamente com um rosnado baixo e cavernoso 'teenhoo'. Aí, como somos legais e percebemos que ela não tá muito a fim de papo, deixamos quieto e passamos a tentar acompanhar o que Tanaka está tramando para tentar tirar Kazuke de Joshiro, o galã da novela que...
- Que droga, viu!? - ela rosna de repente.
- Que foi?
A Fase Explosiva acaba de atingir o seu ápice com essa pergunta.
Sem querer, acabamos de puxar o gatilho. O que se segue são esporros do tipo:
- Você não liga pra mim! Tá vendo que eu tô aqui quase chorando e você nem pergunta o que eu tenho! Mas claro! Você só sabe falar de você mesmo! Ah, o seu dia foi uma porcaria? O meu também! E nem por isso eu fico aqui me lamuriando com você! E pára de me olhar com essa cara! Essa que você faz, e você sabe que me irrita! Você não sabe! Aquele vestido que você me deu ficou apertado! Aaaai, eu fico looooouca quando essas coisas me acontecem! Você também, não quis ir comigo no shopping trocar essa coisa! O pior de tudo é que hoje, quando estava indo para o trabalho, um motoqueiro mexeu comigo e você não fez nada! Pra que serve esse seu Jiu Jitsu? Ah, você não estava comigo? Por que não estava comigo na hora? Tava com outra? Aquela sua colega de trabalho, só pode ser ela. E nem pra me trazer um chocolate! Cala sua boca! Sua voz me irrita! Aliás, vai embora antes que eu faça alguma besteira. Some da minha frente!
Desnorteado, você pede o pinico e sai. Tenta dar um beijinho de boa noite e quase leva uma mordida.

*Fase 4 - a Fase da Cólica*

No dia seguinte o telefone toca. É ela, com uma voz chorosa, dizendo que está com uma cólica absurda, de não conseguir nem andar. Você vai à casa dela e ela te recebe dócil, superamável. Faz uma cara de coitada, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e te pede pra ir à farmácia comprar um Atroveran, Ponstan ou Buscopan pra acabar com a dor dela. Você sai pra comprar o remédio meio aliviado, meio desconfiado 'O que aconteceu?', você se pergunta. 'Tudo bem'. Você pensa: 'Acho que ela se livrou do encosto'.
Pronto! A paz reina novamente. A cólica dobra (literalmente) a fera e vocês voltam a ser um casal feliz.
Pelo menos até daqui a 20 dias...

P.S.: O PIOR NÃO É ISSO, O PIOR É QUE ELAS ESTÃO LENDO ISTO E ESTÃO DANDO RISADA!!!
ESTÃO DIZENDO, SOU ASSIM MESMO, E DAÍ?

05 dezembro 2008

Alentejanices...


Tamanho pénis

Numa bela manhã de Primavera, uma moça circulava num bruto automóvel pela planície alentejana. A certa altura pára, sai do carro e, ao contemplar aquela imensidão dá-lhe uma vontade tremenda de fazer amor.
Desorientada e excitadíssima, olha em redor e vê um pastor alentejano, um latagão encostado ao cajado e de boné meio atravessado. Dirige-se a ele e diz:
- O Sr. desculpe... não faça má ideia de mim... Mas, não gostaria de fazer amor comigo aqui mesmo?
- Atão na havera de gostari? É pra já!
Ela, dando-lhe um preservativo, diz-lhe:
- Então vá pondo isso, que eu vou só ali ao carro preparar-me.
Quando volta e vê o alentejano a tentar pôr o preservativo pela cabeça abaixo, lamenta-se em voz alta:
- Olha a minha vida!... Onde é que eu vim cair!!! Ouça lá, isso não é para meter aí, homenzinho!!! Olha a minha vida!!...
- Na têjas já prái a pensar quê sou burro, eu só tô a alargá-lo, tá beim?!


Além Tejo há outro código a cumprir!

Um advogado, todo "da linha de Cascais", vai caçar patos para o Alentejo.
Dá um tiro, acerta num pato, mas o bicho cai dentro da propriedade de um lavrador.
Quando o advogado saltava a vedação, o lavrador chega no tractor e pergunta-lhe o que está ele a fazer.
O advogado respondeu:
- Acabei de matar um pato, mas ele caiu na sua terra, e agora vou buscá-lo.
O velhote responde:
- Esta propriedade é privada, por isso não pode entrar.
O advogado, indignado:
- Eu sou um dos melhores advogados de Portugal! Se não me deixa ir buscar o pato, eu processo-o e fico-lhe com tudo o que tem.
O lavrador sorriu e disse:
- O senhor não sabe como é que funcionam as coisas aqui no Alentejo? Nós aqui temos o Código Napoleónico! Nós resolvemos estas pequenas zangas com a Regra Alentejana dos Três Pontapés. Primeiro eu dou-lhe três pontapés; depois você dá-me três pontapés a mim, e assim sucessivamente, até um de nós desistir!
O advogado, que já se estava a sentir violento há um bom bocado, olhou para o velhote e pensou que seria fácil dar-lhe uma carga de porrada.
Por isso, aceitou resolver as coisas segundo o costume local.
O velhote, muito lentamente, saiu do tractor e caminhou até perto do advogado.
O primeiro pontapé, dado com uma galocha bem pesada, acertou directamente nas bolas do advogado, que caiu de joelhos e vomitou.
O segundo pontapé quase arrancou o nariz do advogado.
Quando o advogado caiu de cara, com as dores, o lavrador apontou o terceiro pontapé aos rins, o que fez com que o outro quase desistisse.
Contudo, o coração negro e vingativo do advogado falou mais forte. Ele não desistiu, levantou-se, todo ensanguentado, e disse:
- Bora, velhote! Agora é a minha vez!
O lavrador sorriu e disse:
- Nah! Nah! Eu desisto! Leve lá o pato!


Alentejano dá boleia a loira

Manuel, alentejano, guiava na estrada quando viu uma loiraça pedindo boleia.
- Para onde você está indo? - perguntou a gostosa.
- Para Lisboa!
- Óptimo. É para lá também que eu vou...
Ela entrou no carro e logo começam a conversar.
Tempos depois, ele venceu a timidez e deslizou a mão na perna dela.
Ela olhou para ele com um sorriso sacana e disse:
- Se quiser ir mais longe, eu não me importo!
Ele foi até ao "Porto"!

Que está a pensar... na cidade? Não, ao Porto de atracação....


Mecânico Alentejano


O alentejano mais pobre da aldeia só tinha uma bicicleta, mas um dia aparece no Café Central com um descapotável. Admirados, perguntam os conterrâneos:

- Atão cumpadri, onde arranjou esse carrinho?

- Nem calculam! Na estrada vi uma moça, por acaso bem jeitosa, a chorar e perguntê o que é que se passa? Atão ela disse-me, veja lá, um carrinho tão novo e já avariado! Atão, abri o motor, liguê dois fios e pronto! O carro estava arranjado. Atão ela puxou-me para trás de um chaparro, despiu-se toda e disse-me para pagar o trabalho que o senhor teve, faça o que quiser! E eu fiz o que quis, meti-me no carro e abalê com ele.

Em coro, respondem os outros:

- E fez vossemecê muito bem. De certeza que a roupa também nã lhe servia...

Moeda Alentejana, tratando do Dólar.

04 dezembro 2008

Diferenciando ou as Diferenças...

Complicado né?

Sempre aqui neste blog, se assistiu a mulher atacando homem...não a um ataque pessoal, mas há postagem em si, logo vêm todas correndo malhar, malhar e malhar, até que fica engraçado... pois aproveito para algum post posterior, gostam de se sentir por cima, não sei o porquê desta posição... penso que é da minha infantil idade e nunca ter aprofundado a diferenciação homem-mulher.

Assim me atirei mais uma vez ao garimpo, para encontrar algumas respostas, para tanta diferenciação.

Hora aqui está... agora já entendi melhor porque mulher gosta assim tanto de homem... me entendem não?

Top 10 diferenças entre homens e mulheres


Existem zilhões de diferenças entre homens e mulheres, não poderia ser diferente. E com certeza estas diferenças é que causam muito mais o fascínio de uma atracção do que a apatia. Muitas delas, a maioria, são de conhecimento popular; só que nos últimos tempos a ciência vem promovendo estudos e confirmando aquilo que todos já sabíamos.

1. Homens e mulheres têm circuitos cerebrais diferentes.
Sempre se suspeitou que os cérebros das mulheres e os dos homens, são um pouco diferentes. Agora a ciência está confirmando um dado do cultura popular: um novo estudo descobriu que os homens têm mais sinapses conectando às células numa região particular do cérebro.

2. As mulheres sentem a dor de forma diferente aos homens.
Até agora se assumiu que as mulheres tinham um alto nível de tolerância à dor, bastante mais alto que o dos homens, isto para ajudá-las a lidar com a agonia de dar a luz ou com suas dores menstruais. Mas o assunto é que em realidade as mulheres sentem a dor de uma forma diferente.

3. Os homens são mais propensos a ter problemas de memória que as mulheres.
É típico nas mulheres queixar-se da má memória dos homens. Nossa reputação nesse aspecto é bastante má. Os homens tendem a esquecer aniversários, aniversários, etc. Assim ao menos deveria ser o estereotipo de homem. Agora um estudo científico chegou para comprovar o facto.

4. Estar em boa forma é mais difícil para as mulheres que para os homens.
É muito mais difícil para as mulheres com mais de 65 anos do que para os homens da mesma idade conservar seus músculos, o que provavelmente causa um impacto em sua capacidade para permanecer em boa forma física. Pela primeira vez os cientistas demonstraram que é mais difícil para as mulheres substituir a massa muscular que se perde naturalmente com a idade. Isto se deve às diferenças entre o corpo masculino e feminino em quanto ao aproveitamento da alimentação.

5. Dormir mal é pior para as mulheres que para os homens.
Já há bastante tempo se sabe que um sono deficiente faz mais mal às mulheres que aos homens, agora pesquisadores da Universidade Duke descobriram o porquê.

O estudo, publicado na Brain, Behavior and Immunity, descobriu que o sono deficiente está associado com problemas psicológicos (angústia) e um elevado risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. E descobriram também que isto se dava bem mais nas mulheres que nos homens.

6. Mulheres e homens teriam diferentes estruturas cerebrais.
Durante muito tempo pensou-se que a arquitectura cerebral era a mesma para todos e que as diferenças entre comportamentos e atitudes, entre homens e mulheres, se devia às diferenças hormonais e por suposto às pressões sociais. No entanto os cientistas estão encontrando evidência que sugere que o cérebro de homens e mulheres se formam a partir de diferentes "programações" genéticas e que existem diferenças entre alguns circuitos neurológicos e a concentração de neurotransmissores.

7. Homens e mulheres discutem de forma diferente.
Algo que se pode dizer que caracteriza ao ser humano, é a discussão. Juntem a duas pessoas e já terão uma discussão assegurada, inclusive tem gente que consegue discutir sozinho.

Discute-se sobre qualquer coisa, conquanto a cada um tem um estilo diferente. Existe o submisso, passivo, agressivo, abusivo-passivo, agressivo-abusivo, submisso-agressivo, etc.

8. As mulheres preocupam-se mais que os homens.
É sabido pelos cientistas desde há tempos que as mulheres em geral, de todas as idades, tendem a se preocupar mais, e a ter preocupações mais intensas que os homens. As mulheres também tendem a perceber mais riscos em situações e a se voltar mais ansiosas que os homens. Isto se sabia, sim, mas não a razão do porquê ser assim. (São mais depressivas também)

9. Diferenças em como homens e mulheres lêem a linguagem não verbal.
A linguagem não verbal é usada quando nos comunicamos com alguém, ao mesmo tempo em que falamos, ou às vezes inclusive sem falar, estamos comunicando com os movimentos das mãos, do corpo, as expressões do rosto, etc.

Segundo os psicólogos as mulheres são melhores que os homens para interpretar a linguagem não verbal, o que delata nosso comportamento. Mas um novo estudo diz que a facilidade para ler a intenção dos outros tem mais que ver com metas interpessoais.

10. Nas fotos de nus, os homens olham primeiro o rosto.
As mulheres podem não acreditar, mas isso é uma grande verdade confirmado por um estudo publicado na revista Hormones and Behavior.

Diferente das mulheres que vão directo "ao assunto". No estudo muitas delas, ao final, não sabiam responder quem era ou se era belo o modelo nu. Diferente dos homens que falavam sempre da beleza fotográfica facial antes de tudo.

Entenderam moças... se não entenderam, aqui vai uma achega...

O homem pensa.
A mulher sonha.

Pensar é ter cérebro.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano.
A mulher é um lago.

O oceano tem a pérola que embeleza.
O lago tem a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa.
A mulher, o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.

O homem tem um farol: a consciência.
A mulher tem uma estrela: a esperança.

O farol guia.
A esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
A mulher, onde começa o céu!!!

Autor desconhecido
A nossa língua portuguesa é cheia de armadilhas. Por exemplo:

Se a comida frita é fritura, por que a assada não é assadura, se quem anda no mar é marujo por que quem anda no ar não é araújo, se um verso pequeno é versículo por que um texto pequeno não é testículo, por que uma tese grande não é uma tesão?

Extrair da vida o que ela tem de melhor e aproveitar ocasiões para rir é uma das melhores tácticas para se viver mais ou menos bem.
Rir de si mesmo, é um barato, tira o prazer de outro rir primeiro.
Quem quiser rir de mim, fique à vontade.

de DJANIRA SILVA in http://blogdjanirasilva.blogspot.com/

Palavras sábias, me enquadro nas mesmas.

Respondendo a um desafio que me foi proposto já lá vai tempo, aqui estão as 5 coisas de 5 coisas com 5 coisas, assim, me dou melhor a conhecer a quem não me conhece.


5 coisas para fazer antes de morrer:

1) Continuar a Viajar
2) Meu sonho Brasileiro
3) Manter os amigos
4) Escrever as memórias
5) Não deixar apagar a fogueira do amor

5 Músicas que marcaram:

1) Teus olhos castanhos
2) Fascinação
3) Saudade
4) Leva eu...
5) Foi feitiço

5 Coisas que eu faço bem:

1) Reunir os amigos
2) Cozinhar
3) Espalhar simpatia
4) Organizar as coisas
5) Beijar

5 Maravilhas do Mundo para você:

1) Minha família
2) Meus amigos
3) Respeito, Educação e carácter
4) Arte e cultura
5) O sol

5 Desejos

1) Ter um mundo melhor
2) Ter um palmo de terra no Brasil à beira-mar plantado
3) Continuar a aprender, nunca esquecendo as lições anteriores
4) Manter os amores
5) Cultivar as novas e as velhas amizades


5 Coisas que me encantam:

1) Olho no olho
2) Voz de criança
3) Ler
4) Abraço de amiga
5) Rir

5 Coisas da geladeira:

1) Sumos,chá com limão,cerveja
2) Queijos
3) Tomate
4) Leite
5) Marisco


5 Delícias:

1) Beijo na boca
2) Vinho tinto
3) Queijo e presunto
4) Deitar no colo
5) sabem né...

5 Sensações:

1) Caminhar
2) Nadar
3) Voar
4) Tocar
5) Beijar

Pronto agora todo o mundo sabe quem é este Jardineiro.

03 dezembro 2008

O sabor dos homens ...


ATUALMENTE TEMOS MULHER MELANCIA, MULHER JACA, MULHER MORANGUINHO E TANTOS OUTROS ADJETIVOS DESAGRADÁVEIS A NOSSA CLASSE... DIANTE DESTA NOVA MODA, SEGUEM ALGUMAS DEFINIÇÕES DO QUE DIRÍAMOS ASSIM: REPRESENTASSEM AS IGUARIAS MASCULINAS...HEHEHEHEHEH

HOMEM Camarão : só tem merda na cabeça, mas é gostoso e você come assim mesmo.
HOMEM Caranguejo: é feio e peludo, mas você bate nele, limpa direitinho e come.
HOMEM Pão : tem sempre o mesmo gosto, mas você come todo dia.
HOMEM Aperitivo : acompanhado de uma bebida você come e ainda acha bom.
HOMEM Maracujá : é todo enrugado, você come e depois sente vontade de dormir...
HOMEM Lagosta : só come quem tem dinheiro.
HOMEM Caviar : você sabe que alguém está comendo, mas não é ninguém que você conheça.
HOMEM Bacalhau : você só come uma vez por ano.
HOMEM Maionese de Fim de Festa : todo mundo te avisa pra não comer, mas você come porque está desesperada; arrepende-se e depois passa mal.
HOMEM Rã : todo mundo já comeu, menos você.
HOMEM Salada : é bonito, mas quando você come descobre que não é tão gostoso assim.
HOMEM Marmita : não é lá essa coisa, mas você come rapidinho.
HOMEM Cafezinho de Supermercado : você nem faz questão, mas como é de graça, você come.
HOMEM Jiló : é horrível, mas você conhece alguém que come.
HOMEM Docinho de Festa : você fica com vergonha de chegar junto, então vem outra, come e deixa você chupando dedo..
HOMEM Cogumelo Venenoso : comeu, ta fudido.
HOMEM Feijoada : você come e ele fica te enchendo o dia todinho.
HOMEM Coqueiro : pode trepar que não tem galho.
HOMEM Miojo : em um minuto ta pronto pra comer.
HOMEM Coca 2 litros : dá pra seis
HOMEM pé de chuchu: Você é obrigado a comer senão a vizinha vai lá e come.
HOMEM BIS : você come, repete e nem se lembra das calorias!!!!!


kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Qual é o melhor para si?

Enviada por email por Paula Barros

02 dezembro 2008

Funcionário Público....


Aos meus amigos, que são funcionários públicos, inicio pedindo que me desculpem, este barrete, sei que não lhes serve, pois pertencem aquela ínfima parte que trabalha e sente que funcionário público é estar junto do 'zé pagante' e os receber condignamente para os esclarecimentos necessários.

Funcionário Público, é pessoa de emprego garantido... assim se tomam alguns, por superiores aos dos restantes gentios, foi coisa que nunca entendi... por não terem patrão visível, porque se encobrem tanto uns aos outros... existem excepções, para o sistema funcionar, alguns têm mesmo de trabalhar... assim existem funcionários diligentes e desalentados, pena que os diligentes sejam tão poucos e os desalentados muitíssimos... e os mal encarados, que respondem sem mostrarem os dentes, mais parecendo 'rottweilers', sabichões do mundo, prontos a rosnar qualquer coisa inteligivel, para o 'zé' que lhes paga os ordenadinhos e posteriormente as reformas.

Mas o que traz aqui a urtiga, é o atendimento dos mesmos...

Assim e para ajudar a uma melhor apresentação no atendimento público, apresento uma sugestão que na minha foice pela seara do Google encontrei.

O objecto a utilizar é simples e de muito fácil construção... veja a imagem seguinte.


É constituído pelos seguintes elementos:

Um elástico e dois clips... coisa que qualquer funcionário com balcão junto ao público tem na sua mesa de trabalho, à falta de melhor para criar fisgas e atirar papelinhos aos colegas.

Este é o projecto final, coisa nada difícil de executar, tenha atenção à abertura do clips é essencial que fique com estas aberturas e com a rotação apresentada.

Agora, não tem qualquer motivo para não apresentar o seu melhor sorriso ás perguntas do público... sorria, mesmo que a pergunta não seja apresentada correctamente, lembre-se que sabe da matéria para que foi treinado... se o público soube-se as respostas, não iria incomodar o seu remanso trabalhador... nem você teria emprego.

Aproveite a ideia... divirta-se, divirta os outros, antes que lhe coloquem um nome bem feio.

Trabalho de funcionário público é assim... antes errar num todo, do que errar parte.





Selo enviado por Cleo do Blogue http://infinitoparticular-cleo.blogspot.com/ selinho que passará a estar exposto com orgulho na estante das gratificações a este blog

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