19 dezembro 2008

Não esqueça está em época de Natal


Caridade Natalícia
Véspera de Natal.
A turma do correio já se preparava para a festa de confraternização quando alguém chega trazendo um envelope endereçado ao Papai Noel. A carta era de um garotinho, muito pobre, cuja mãe estava doente, o pai desempregado, não tinham nada que comer, o dono do barraco onde moravam estava ameaçando-os de despejo porque o aluguel estava atrasado há mais de seis meses e mais um infindável rosário de desgraceiras de arrancar lágrimas dos mais empedernidos corações. No final ele terminava a carta pedindo R$ 50,00 para comprar um remédio para a mãe.
Comovidos, o pessoal do correio resolveu fazer uma vaquinha para arrecadar o dinheiro e enviá-lo ao menino. Conseguiram R$ 48,00. Colocaram o dinheiro num envelope e mandaram ao menino, felizes por terem feito uma boa ação.
Uma semana depois, um outro envelope, com a mesma letrinha pequenina, endereçada ao Papai Noel. Ansiosos pelas palavras de agradecimento do menino, todos se juntaram em torno de um dos funcionários que leu em voz alta:
"Querido Papai Noel, muito obrigado pelo dinheiro que você mandou. Da próxima vez, seria melhor que trouxesse pessoalmente, pois os filhos da puta do correio me roubaram dois reais!"



Natal X Sexo
Conversa entre dois velhinhos:
- Do que você gosta mais, de Natal ou de sexo?
- De sexo, é claro! Que pergunta mais besta! Natal tem todo ano, enjoa!

18 dezembro 2008

Preparação da festa de Natal no trabalho

DE: Patrícia Gomes - Directora de Recursos Humanos
PARA: Todos os Funcionários
Data: 1º de Dezembro
Assunto: Festa de Natal
Tenho o prazer de informar que a festa de Natal da empresa será no dia 23 de Dezembro, com início ao meio-dia, no salão de festas privativo da Churrascaria Grill House. O bar estará aberto com várias opções de bebidas. Teremos uma pequena banda tocando canções tradicionais de natal...sinta-se à vontade para se juntar ao grupo e cantar!
Não se surpreenda se nosso Vice-Presidente aparecer vestido de Pai Natal! A árvore de Natal terá suas luzes acesas às 13:00. A troca de presentes de um amigo secreto pode ser feita a qualquer momento, entretanto, nenhum presente deverá exceder 1000$00, a fim de facilitar as escolhas e adequar os gastos a todos os bolsos. Este encontro é exclusivo para funcionários. Nesta ocasião, nosso Vice-Presidente fará um discurso bastante especial.
Feliz Natal para vocês e suas famílias.
Patrícia

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DE: Patrícia Gomes - Directora de Recursos Humanos
PARA: Todos os Funcionários
Data: 2 de Dezembro
Assunto: Festa de Final de Ano
De maneira alguma nosso memo datado de 1º de Dezembro pretendeu excluir nossos funcionários judeus! Reconhecemos que o Chanukah é um feriado importante e que costumam coincidir com o Natal mas isso não aconteceu este ano. De qualquer forma, passaremos a chamá-la de "Festa de Final de Ano". A mesma política se aplica a todos os outros funcionários que não sejam cristãos e àqueles que ainda celebram o Dia da Reconciliação. Não haverá árvore de Natal. Nada de canções de natal nem coral. Teremos outros tipos de música para seu entretenimento. Felizes agora ?
Boas festas para vocês e suas famílias,
Patrícia

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DE: Patrícia Gomes - Directora de Recursos Humanos
PARA: Todos os Funcionários
Data: 3 de Dezembro
Assunto: Festa de Final de Ano
Com relação ao bilhete que recebi de um membro dos Alcoólicos Anónimos solicitando uma mesa para pessoas que não bebem álcool... você não assinou seu nome! Fico feliz em atender o pedido, mas se eu puser uma placa na mesa "Exclusivo para AA", vocês não serão mais anónimos... Como faço então?
Esqueçam a troca de presentes. Nenhuma troca de presentes será permitida, uma vez que os membros do sindicato acham que 1000$00 é muito dinheiro e os executivos acham que 1000$00 é muito pouco para um presente. NENHUMA TROCA DE PRESENTES SERÁ PERMITIDA, certo?
Patrícia

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DE: Patrícia
PARA: Todos os Funcionários
Data: 7 de Dezembro
Assunto: Festa de Final de Ano
Nossa, que grupo heterogéneo somos!!! Eu não sabia que no dia 20 de Dezembro começa o mês sagrado do Ramadão para os muçulmanos, que proíbe comer e beber durante as horas do dia. Lá se vai a festa!!! Agora sério, entendemos que uma refeição nesta época do ano seja um problema sem precedentes para a crença de nossos funcionários muçulmanos..... Talvez a da Churrascaria Grill House possa assegurar o serviço de buffet até ao fim do dia - ou então, embalar tudo para que vocês leve para casa na marmita. O que vocês acham disso? Novidades: Neste meio tempo, consegui que os membros do Vigilantes do Peso sentem o mais longe possível do buffet de sobremesas e a mulheres grávidas sentem-se o perto possível dos banheiros; Homossexuais podem sentar-se juntos. Mulheres homossexuais não têm que se sentar com homens homossexuais, que terão sua própria mesa e sim, haverá um arranjo de flores no centro da mesa dos homens homossexuais. Para as pessoas que pediram permissão para trocarem de roupa, nenhuma troca de roupa será permitida. Teremos assentos mais altos para pessoas baixas. Comida com baixa caloria estará disponível para os que estão de dieta. Nós não podemos controlar a quantidade de sal utilizada na comida, desta forma, sugerimos para estas pessoas com pressão alta provar o gosto primeiro. Haverá frutas frescas de sobremesa para os diabéticos - o restaurante não dispõe de sobremesas sem açúcar. Nossas profundas desculpas. Esqueci-me de alguma coisa?
Patrícia

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DE: Patrícia Gomes - Directora de Recursos Humanos
PARA: Todos os Funcionários $%&"$%
Data: 7 de Dezembro
Assunto: Festa de Final de Ano do C$%*#!!!
Vegetarianos!?!?!??! Sim, vocês também tinham que dar sua opinião de #$%*# ou reclamar de alguma coisa!!! Nós manteremos o local da festa na Churrascaria Grill House; quem não gostar, EXPLODA! Então, como alternativa, vocês podem sentar-se quietinhos na mesa mais distante da "churrasqueira da morte" - como vocês se referiram de forma bastante depreciativa ao utensílio, e vocês terão a porcaria da sua mesa de saladas, incluindo tomates hidropónicos da casa do c$%*#!!! & arrozinho grudento para comer de pauzinho mas aqueles (naturalmente haverão...) que não concordarem em usá-los podem enfia-los em outro lugar...
Mas como vocês devem saber, os tomates, eles também têm sentimentos! Os tomates gritam quando vocês os fatiam. EU mesma os ouvi gritar! Eu estou a ouvi-los gritar agora mesmo!!!!!

HÁ!!!! Espero que vocês todos tenham um péssimo final de ano!
A Vaca

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DE: Jonas Bispo - Director de Recursos Humanos Substituto
PARA: Todos os Funcionários
Data: 14 de Dezembro
Assunto: Patrícia Gomes e Festa de Final de Ano
Tenho a certeza que falo por todos desejando para a Patrícia um rápido restabelecimento para sua crise de stress e continuarei a encaminhar as suas mensagens para ela no sanatório. Por conta deste facto, a directoria decidiu cancelar a Festa de Final de Ano e dar folga remunerada para todos na tarde do dia 23 de Dezembro.
Boas Festas!
Jonas

17 dezembro 2008

Diversas sobre a Quadra Natalina


A bicicleta

Joãozinho falava com sua mãe pedindo uma bicicleta nova. Sua mãe decidiu que seria uma boa oportunidade para ele tomar consciência das suas atitudes e falou:
- Bem, Joãozinho, agora não é época de Natal e nós não temos dinheiro para ir comprar qualquer coisa que tu queiras. Que tal escreveres uma carta para Jesus e pedir para ganhar uma bicicleta?
Ele finalmente resolveu se sentar e escrever a tal carta:
“Querido Jesus: Fui um menino bonzinho este ano e gostaria de ganhar uma bicicleta nova. Seu amigo, Joãozinho.”
Mas Joãozinho lembrou-se que, na verdade, Jesus sabia que tipo de menino ele era. Então, rasgou a carta e resolveu tentar mais uma vez.
“Querido Jesus: Tenho sido um menino querido este ano e quero uma bicicleta nova. Sinceramente, Joãozinho.”
Bem, Joãozinho sabia que não estava a ser totalmente honesto. Rasgou a carta mais uma vez e tentou novamente.
“Querido Jesus: Acho que fui um menino bonzinho este ano. Posso ganhar uma bicicleta ? Joãozinho.”
Foi então que Joãozinho olhou para o fundo de sua alma, o que, aliás, era o que sua mãe queria desde o começo. Amassou mais uma vez a carta e saiu para a rua e entrou numa igreja. Meditou sobre o que ia fazer e repentinamente agarra numa imagem de uma santa e sai a correr para casa. Escondeu a santinha em baixo da sua cama e escreveu a seguinte carta:
“Jesus, tenho a sua mãe! Se quiser vê-la novamente, dê-me uma bicicleta!
Assinado: Você sabe quem.”



Juiz

Era época de Natal e o juiz sentia-se benevolente ao interrogar o réu.
- De que é acusado?
- De fazer as compras de Natal antes do tempo.
- Mas isso não é crime nenhum!!!! Com que antecedência as estava a fazer?
- Antes de a loja abrir.



Carta a Jesus

Caro Menino Jesus,
Fui informado pela Bíblia que você tem o dom de estar em todo o lado ao mesmo tempo. Ora, eu estive a pensar e isso significa que também está sempre na minha casa, no meu escritório, no meu barco e em todos os meus automóveis. Portanto, segundo o Código Civil, você deve-me 2000 anos de renda. Tem até dia 31 de Dezembro para saldar a dívida. E olhe que eu sou muito rigoroso com os prazos de pagamento.
Sem outro assunto,

16 dezembro 2008

Diversas de Natal...


Reis Magos

O que se teria passado, se, em vez de três Reis Magos, tivessem sido três Rainhas Magas?
- Teriam perguntado como chegar ao local e teriam chegado a horas.
- Teriam ajudado no parto e deixado o estábulo a brilhar.
- Teriam ainda preparado uma panela de comida e teriam trazido ofertas mais práticas.

Mas quais teriam sido os seus comentários ao partirem?
- Viste as sandálias que a Maria usava com aquela túnica?
- O menino não se parece nada com o José!
- Virgem! Pois está bem! Já a conheço desde o liceu!
- Como é que é possível que tenha todos esses animais imundos a viver dentro de casa?
- Disseram-me que o José está desempregado!
- Queres apostar em como não te devolvem a panela?



Presépio partido

Estavam uns garotos a brincar no pátio da igrejas por alturas do Natal. Até que um deles sem querer esbarra num dos bonecos do presépio e parte-o. Passado um bocado chega o padre:
- Quem é que partiu o pastor?
Todos ficam muito calados até que depois de muita insistência o culpado se acusa.
- Então tens de pagar o estrago.
- Eu não tenho dinheiro senhor padre.
- Então paga o teu pai.
- Eu não tenho pai.
- Paga a tua mãe!
- Também não tenho mãe...
- Então não tens ninguém? És sozinho no mundo?
- Não! Eu tenho uma irmã mais velha.
- Pronto paga ela.
- Ela também não pode pagar, não tem dinheiro. É freira.
- Não se diz freira; diz-se esposa de Cristo.
- Ah, então o meu cunhado que pague!...



Bonecas

Mãe para a filha mais nova:
- Então o que gostavas que o Pai Natal te desse?
- Um contraceptivo.
- Um contraceptivo???
- Sim, é que eu tenho cinco bonecas e não quero ter mais nenhuma.

14 dezembro 2008

PARA OS EXECUTIVOS QUE IMAGINARAM QUE JÁ HAVIAM PENSADO EM TUDO!

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Para guardar na manga da camisa!!

O executivo saiu do escritório as 18:00, quando viu sua secretaria no ponto de ônibus. Estava caindo a maior chuva. Ele parou e perguntou:

- Você quer uma carona?

- Claro... respondeu ela, entrando no carro.

Chegando no edifício onde ela morava, ele parou o carro para que ela saísse e ela o convidou para entrar.

- Não quer tomar um cafezinho, um whisky, ou alguma coisa?

- Não, obrigado, tenho que ir para casa...

- Imagine, o Sr. foi tão gentil comigo, suba um pouquinho...

Ele subiu, atendendo ao pedido da moça.

Ao chegarem lá, enquanto ele tomava seu drink, ela foi para o quarto enxugar-se e voltou, toda gostosa e perfumada. Deixou antever um belíssimo par de coxas debaixo do babydoll, escondendo uma escultural bunda, das mais desejadas. A lingerie fio dental que usava, inspirava que a noite poderia ser inimaginável!!

Depois de alguns drinks, quem pode agüentar? Ele caiu literalmente...transou com a secretaria de todas as formas possíveis.

Estava bom DEMAIS !!!

Após intensa atividade sexual, acabaram adormecendo.

Por volta das 6 da manhã, ele acordou e olhou no relógio. O maior susto...

Pegou o telefone, discou o numero de sua casa e aos berros, disse a quem atendeu:

- NÃO PAGUEM O RESGATE ! EU CONSEGUI FUGIR !!!

12 dezembro 2008

Parar vs. Abrandar


Agente - Boa tarde. Documentos se faz favor.

Advogado - Mas porquê, Sr Agente?

Agente - Não parou no sinal de STOP ali atrás.

Advogado - Eu abrandei, e como não vinha ninguém...

Agente - Exacto. Documentos se faz favor.

Advogado - Mas qual é a diferença entre abrandar e ter de parar?

Agente - A diferença é que a lei diz que num sinal de STOP deve parar completamente a viatura. Documentos se faz favor.

Advogado - Ouça proponho-lhe o seguinte: se conseguir me explicar a diferença legal entre abrandar e parar eu dou-lhe os documento e pode multar-me. Senão deixa-me ir sem multa.

Agente - Muito bem, aceito. Pode fazer o favor de sair da viatura?

O Advogado acede e é então que o Agente retira o seu cacetete e desata desancá-lo violentamente como mandam as regras. E vai dizendo:

- Quer que eu PARE ou que ABRANDE apenas?

11 dezembro 2008

ALUNA ROSA...


Ficar velho é obrigatório, crescer é opcional.

No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda.

Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro. Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim, com um sorriso que iluminava todo o seu ser.

Ela disse:

- Hei, bonitão. Meu nome é Rosa. Eu tenho oitenta e sete anos de idade. Posso te dar um abraço?

Eu ri, e respondi entusiasticamente:

- É claro que pode! - e ela me deu um gigantesco apertão.

- Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade? - perguntei.

Ela respondeu brincalhona:

- Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar.

- Está brincando - eu disse.

Eu estava curioso em saber o que a havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse:

- Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!
Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um milkshake de chocolate. Tornamos-nos amigos instantaneamente.

Todos os dias nos próximos três meses nós teríamos aula juntos e falaríamos sem parar.

Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela “máquina do tempo” compartilhar sua experiência e sabedoria comigo. No decurso de um ano, Rosa tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse. Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Ela estava curtindo a vida!

No fim do semestre nós convidamos Rosa para falar no nosso banquete de futebol. Jamais esquecerei do que ela nos ensinou. Ela foi apresentada e se aproximou do pódio. Quando ela começou a ler a sua fala preparada, deixou cair três das cinco folhas no chão. Frustrada e um pouco embaraçada, ela pegou o microfone e disse simplesmente:

- Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Parei de beber por causa da Quaresma, e este uísque está me matando! Eu nunca conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então me deixem apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei. Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou:

X- Nós não paramos de amar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos de amar. Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguindo sucesso. Você precisa rir e encontrar humor em cada dia. Você precisa ter um sonho. Quando você perde seus sonhos, você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam! Há uma enorme diferença entre ficar velho e crescer. Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos. Qualquer um consegue ficar mais velho. Isso não exige talento nem habilidade. A idéia é crescer através de sempre encontrar oportunidade na novidade. Isto não precisa nenhum talento ou habilidade. A idéia é crescer sempre encontrando a oportunidade de mudar. Não tenha remorsos. Os velhos geralmente não se arrependem daquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer. As únicas pessoas que têm medo da morte são aquelas que têm remorsos.

Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente “A Rosa”.
Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária. No fim do ano Rosa terminou o último ano da faculdade que começou há todos aqueles anos atrás.

Uma semana depois da formatura, Rosa morreu tranqüilamente em seu sono.
Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser.

Quando você terminar de ler isto transmita essa pacífica palavra de conselho aos seus amigos e familiares, eles realmente apreciarão! Essas palavras têm sido divulgadas por amor, em memória de “Rosa” e lembre-se: “Ficar velho é obrigatório, crescer é opcional”.

Se você leu isso com o coração estará mais sábio, mas se leu com a mente, estará apenas mais velho.

Autor desconhecido, recebido por e-mail.

10 dezembro 2008

MÃE É MÃE... SOGRA É SOGRA...



MÃE É MÃE... SOGRA É SOGRA...

Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo sem se verem. Uma pergunta a outra:

- Como vão seus dois filhos... A Rosa e o Francisco?

- Ah querida... a Rosa minha filha, casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso. Acredita que ele levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu neto, faz o café da manhã, lava as louças e ajuda na faxina, só depois então vai para o emprego. Benza Deus aquele meu genro.
- Ah amiga...que ótimo! E o seu filho, o Francisco? Casou também?

- Casou sim, querida. Mas tadinho , deu muito azar. Casou-se muito mal. Acredita que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu neto, fazer o café da manhã, ainda tem que lavar a louça e ainda ajuda na faxina. E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, para sustentar a preguiçosa da minha nora.



VELHINHA NA FILA....

Uma velhinha passa em frente a um posto de saúde e vê uma enorme fila
para distribuição de camisinhas.
Curiosa, ela pergunta ao rapaz que está em último na fila:
- Mocinho, com licença. Pra quê que é essa enorme fila?
O cara, meio tímido não quis dizer a verdade para a vovozinha:
- Ah! Tão distribuindo manga.
E a velhinha toda feliz:
- Oba! Eu adoro manga!
O sujeito então saiu fora da fila e foi embora envergonhado.
Quando chega a vez dela de ser atendida o balconista do posto, surpreso,
perguntou?
- Oh! Aí vovó, a senhora ainda trepa?
A velhinha com medo de subir no pé de manga, responde:
- Trepar eu não trepo não. Mas se botar na minha mão eu chupo que é
uma beleza.

Óptimo dia....

09 dezembro 2008

A inveja é fogo...

O sujeito foi cortar o cabelo no barbeiro que frequentava há mais de vinte anos.

- Rapaz, tô ansioso... Vou pra Itália amanhã!
* Itália?- perguntou o barbeiro
* Com tanto lugar bom pra ir, tu vai pra Itália?
- É, eu vou pela Alitalia.
* Puta que pariu, a pior companhia de aviação do mundo.
* Vai pra que cidade?
- Roma.
* Que merda! Cidadezinha feia! Vai se hospedar aonde?
- No Hilton.
* Que ...., Eu hein! Aquilo é o maior pardieiro!
* Vai ver o papa?
- Claro!
* Programinha de Índio, hein! Milhões de pessoas se acotovelando só pra ver o
papa.
O sujeito saiu do barbeiro injuriado.

No dia seguinte, viajou e curtiu a viagem, que foi óptima. Logo que voltou, fez
questão de voltar à barbearia.

* E aí, como foi a viagem? - perguntou o barbeiro.
- Rapaz, você não sabe o que me aconteceu. Eu tava lá no Vaticano tentando ver o
papa. Logo que o papa chegou na sacada, ele olhou pra multidão e desceu. Saiu de
lá e começou a andar na minha direção. Foi se aproximando de mim cada vez mais.
Quando o papa chegou bem pertinho, falou um troço no meu ouvido. Só pra mim!

* E o que o papa falou pra você?
- Cabelinho mal cortado, hein, rapaz? Que MERDA de barbeiro é o teu...



Tenho mesmo de mudar de barbeiro... Assim até barba faço...

Este barbeiro, faz cortes de todas as maneiras,... Já viram porque quero mudar de barbeiro...

08 dezembro 2008

Os “mitos” em torno de Florbela Espanca e sua obra

Árvores do Alentejo

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
--- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

Florbela Espanca

Conheci Fábio, quando ele entra Orkut adentro, pede para ser meu amigo e logo me pede um favor, se lhe dava guarida em Évora por algum tempo, pois queria tirar o mestrado em Literatura Portuguesa, na Universidade de Évora... Fábio um jovem Pernambucano da cidade de Caruaru.

Chegou a Portugal, e logo teve de se deparar com o Inverno das Planícies Alentejanas, para quem chega da terra do Sol é deveras forte a mudança... cheguei a encontra-lo com o pijama vestido por baixo das calças, andando na rua, por brincadeira, lhe chamava de Paraíba, coisa que ele se mofava todo, tudo menos ser da Paraíba... Fala sempre de um só fôlego do seu Pernambuco, "isso sim é terra e é gente", assim ele se exprime.

Fábio por cá andou dois anos a tirar o Mestrado, com Bolsa de um Português residente no Recife, chega agora a hora da partida para rever a família, ver de alguma saia que por lá deixou, digo eu... pois por aqui não lhe conheci namorada e iniciar a prospecção para ensinar em alguma Universidade do Brasil...

Mas vai voltar, pois quer fazer o Doutoramento... para tal já se inscreveu num Curso na Universidade de Évora... Assim na hora da despedida, não é um até sempre, mas um até à volta.

E porquê eu escolhi o texto seguinte, para esta Blogagem Colectiva "Interlúdio por Florbela"... tenho assistido a muitos gostos sobre a poesia e vida de Florbela, mas um doido tão grande pela poeta, nunca vi... A sua tese de Mestrado, não podia ser outra coisa, que não sobre a Poeta Calipolense.

Coloco aqui o que foi publicado no Jornal da Terra (Diário do Sul) do dia 27/11/2008 de autoria do meu amigo Pernambucano Fábio Mário Silva.


À Comunidade Portuguesa de Pernambuco

No dia 24 de Março de 2007 sai um curioso artigo no Jornal Diário do Sul1 sobre o dia mundial da Poesia. Uma das coisas que nos chama a atenção ao abrir esse jornal é a imagem de Florbela Espanca que, ocupando o centro da página, se destaca logo aos olhos de qualquer leitor. O interessante é perceber que não há sequer uma linha a falar da poetisa alentejana: a imagem de Florbela apenas se configura como uma projeção, um arquétipo, que induz, se não todo o leitor português, pelo menos os leitores alentejanos, ou aqueles que apreciam poesia, a fazerem uma ligação direta de Florbela com poesia. Essa projeção do nome de Florbela e de sua imagem é construída há vários anos, criando “mitos” em torno de seu nome e sua obra. Ou seja, produziu-se uma imagem ilusória de Florbela, sobretudo com a política salazarista e a Igreja,2 que repudiaram sua obra, por causa de uma biografia nada comum para os padrões vigentes. Toda esta problemática gerou, aos críticos, um certo descompasso ao analisar a obra da poetisa, tentando reconstituir a autora a partir de sua obra poética, transformando-a em personagem, por causa da aproximação entre a biografia e a obra:

O escritor diz sempre (mais ou menos) o que realmente pensa.

Resgata e amplia as coisas para o seu pensamento real.

É sempre mais rico ou mais pobre, mais diverso e mais breve, mais claro ou mais obscuro.

Por isso aquele que pensa reconstituir um autor a partir da sua obra acaba por fabricar um personagem imaginário.3

Este “personagem imaginário” faz com que os críticos sejam seduzidos pela biografia da poetisa, usando a sua obra para lhe constituir um perfil psicológico. Estes “mitos” criados envolvem vários fatores que relacionam a biografia com a obra de Florbela, como, por exemplo: a imagem de femme fatale, de uma mulher dramática e de uma escritora com distúrbios mentais. Ou seja, esses ditos “mitos” servem para uma grande parte dos críticos florbelianos associarem a vida à obra da autora.

Maria Luísa Leal refere-se ao dilema criado em torno de Florbela, que perturbou a cidade de Évora: colocar, ou não, um busto4 (esculpido por Diogo de Macedo e dedicado a Florbela) no Jardim Público de Évora? E refere-se a José Régio, como mais um crítico que contribuiu para a construção do “mito”:

A própria questão do busto de Florbela Espanca esculpido por Diogo de Macedo e retirado do Jardim Público de Évora por indústria de “algumas senhoras eborenses e dois sacerdotes”, que desencadeou reacções na imprensa, entre as quais se conta a de José Régio, contribuiu para erigi-la em mito.5

Acerca da imagem do “mito” construído, Rui Guedes, empresário português, que incessantemente percorreu tudo o que a poetisa escreveu, publica textos inéditos e a obra completa, juntamente com a fotobiografia em 1985, e afirma-nos também, sobre os biógrafos que se ocuparam em denegrir a imagem de Florbela, e que faltava a “investigação séria da verdade”:

E a bola de neve da distorção maledicente foi crescendo, numa série de conceitos em segunda mão utilizados pelos que, não compreendendo a genialidade da Poetisa que viveu na época, a julgaram com mesquinhez, sem piedade e sem compreensão.6

A Professora Maria Lúcia Dal Farra7 nos chama a atenção para a dita “investigação séria da verdade” que não esteve presente nas Obras Completas de Florbela Espanca, e que tanto Rui Guedes sublinhou na sua “Nota Preliminar”:

Numa dessa obras, na Fotobiografia, a reconstrução de uma época descamba, de um álbum de retratos, para uma lição de anatomia que devassa, não mais a intimidade poética ou a vida particular de Florbela, mas sua integridade física e a sua legitima privacidade pós-mortem, constato eu. Isto porque ali se exibem, ao lado de outras, duas fotos que são apresentadas como - pasme, o esclarecido leitor!- ‘metade esquerda do maxilar inferior de Florbela’ e ‘pedaços do seu cabelo’! Ao meu ver, é apenas ali que se pode compreender o acentuado e propalado ‘rigor científico’ da edição.8

É verdade que, afora o valor não científico, gralhas e falhas nas edições das publicações do empresário Rui Guedes, José Carlos Seabra Pereira prefaciou-as fazendo um resgate histórico e a análise de algumas poesias.

Quando Cláudia Pazos Alonso nos remete para a “imagem dramática” construída por Guido Batelli, percebemos, também, que outros estudiosos contemporâneos do século XXI constroem a mesma imagem de Florbela feita por Batelli há quase cem anos:

Se a poesia lírica é essencialmente subjetiva e o romantismo exacerba o individualismo, em Florbela Espanca, visceralmente lírica e romântica, é difícil separar a obra e a vida, de tal forma uma e outra se entretecem. Por mais que nos voltemos para os conceitos modernos de análise literária, que nos apontam os perigos de ultrapassar o campo de análise propriamente dito – ou seja, a obra em si, com todos os elementos que a personalizam – a biografia de Florbela nos seduz, inclusive como esclarecimento para sua poesia.9

Temos de ter cuidado quando uma biografia “seduz” mais que a obra, ou quando uma justifica a outra. Não queremos dizer com isso que devemos esquecê-la; no entanto, a obra por si mesma fala-nos e transcende a autora, Florbela Espanca. Talvez análises como essas se tornem tendenciosas porque esquecem de referir que escritoras como Florbela carregam em sua escrita características próprias e identificativas, pois “a combinação de dados biográfico-escriturais torna possível ler os traços (resíduos) disseminados do desejo que vão retornando nas marcas do estilo.”10


O MITO DA PERFILHAÇÃO

Florbela D’Alma da Conceição Espanca11nasceu em Portugal, Vila Viçosa, no ano de 1894, numa época em que a condição de submissão era legado das mulheres. Desde a infância a figura do pai lhe foi de grande estima, mesmo tendo sido Florbela concebida num relacionamento clandestino. Em virtude de tal situação sua mãe a registra como filha de pai incógnito. A mãe de Florbela fora abandonada pelos pais, criada por uma senhora que trabalhava nos correios de Vila Viçosa e que lhe deu seu apelido, Lobo, passando, assim, a se chamar Antónia Lobo. Florbela foi criada passando meses com a mãe biológica (que trabalhava como empregada na casa de seu pai) e outros com o pai e a madrasta. A perfilhação só acontecerá após a morte da poetisa, em 1949. Segundo Manuel Serrano, é neste ano que um grupo influente de pessoas (entre as quais alguns nomes fundadores do Grupo de Amigos de Vila Viçosa) pede a João Maria Espanca que confirme a paternidade tornando-a oficial. Serrano acredita que isto não foi feito com intenções de reivindicar direitos de autor, mas porque “tratou-se sobretudo de uma reposição da verdade e um acto de justiça que só peca por ser tardio e que representa mais um drama na vida de Florbela.”.12


O MITO DO INCESTO

Outra questão no que toca a biografia de Florbela Espanca é o “mito” do incesto, com seu único irmão, Apeles Espanca13. Maria Lúcia Dal Farra esclarece no Afinado Desconcerto (contos, cartas e diário de Florbela Espanca), que a poetisa seria para o salazarismo o anti-modelo do feminino, como também explica que o Estado Novo utiliza-se do profundo amor que a poetisa tinha pelo irmão, Apeles, para justificar um possível incesto. Este facto é desconsiderado pela estudiosa, tendo em vista a análise detalhada e as inúmeras entrevistas que fez sobre a vida de Florbela Espanca. Ou seja, a política salazarista e a igreja procuravam motivos para denegrir a imagem de Florbela Espanca, porque ela era uma mulher à frente do seu tempo, com três casamentos mal fadados e um possível suicídio.


O MITO DOS CASAMENTOS


O amor, esse sentimento que ora é acalentador, ora arrebatador na obra de Florbela, esteve presente na sua adolescência em Évora: a poetisa apaixona-se perdidamente por um rapaz apenas conhecido, através de suas cartas, como “José”14. Alberto Moutinho será o seu primeiro namorado e marido, tendo o casamento sido realizado no civil no dia de seu aniversário, em 8 de Dezembro de 1913. Para isso foi precisa uma autorização judicial que atestava a sua emancipação para poder casar; sendo sua boda na rua de Três, actualmente rua Gomes Jardim, em Vila Viçosa.

Vivendo financeiramente no limite, dando aulas no Redondo, para sobreviver, o casal retorna a Évora para viver na casa do pai de Florbela Espanca. Após um período em Évora mudam-se para Quelfes, concelho de Olhão, no Algarve, dedicando-se ambos ao ensino. Florbela, como grande artista que é, deseja aprofundar seus estudos e quer ir estudar em Lisboa, na Faculdade de Letras, porém se matrícula em Direito. Seu marido é contra, mas mesmo assim passam alguns dias na casa de amigos e familiares. Com o relacionamento desgastado e encantada por Lisboa, Florbela decidi ficar na cidade e Alberto Moutinho vai trabalhar no Algarve.

Nesse intervalo é que Florbela conhece o alferes da artilharia, António Guimarães, por quem se apaixona perdidamente, pedindo o divorcio em 30 de Abril de 1921 e alegando aos pais descontentamento e desgaste na relação. Desta maneira, casa-se com António Guimarães em 29 de Junho de 1921, sendo necessária autorização da hierarquia militar passada em 30 de Maio de 1921. No começo do namoro Florbela troca imensas cartas amorosas com António Guimarães. Porém essa paixão avassaladora perderá o seu encanto, pois António Guimarães, Alferes de Artilharia, é um homem habituado à disciplina militar, mostrando-se também com uma personalidade violenta e rude, ou seja, com pouca capacidade de compreender a sensibilidade de Florbela, uma mulher que estava muito à frente do seu tempo, seja pela forma com que escreveu poesias, seja pela forma com que encarou e enfrentou os preconceitos da sociedade. O que António Guimarães faz neste período é transformar a sua vida num pesadelo, chegando até a bater-lhe. Nesta época, Florbela fica com a saúde extremamente fragilizada,15 o amor torna-se um fardo pesado em sua vida

É neste momento que conhece o Dr. Mário Lage, médico que a acompanhou no seu período de convalescença. Após se recuperar, Florbela alega maus tratos e pede o divórcio pela segunda vez. Em 23 de Junho de 1925 é decretado o divórcio de Florbela e António Guimarães. Claro que esse factores influenciaram bastante negativamente na família de Florbela, ficando sua relação com o pai e o irmão abalada.

Mário Lage assume seu amor pela poetisa e casa-se com ela no civil em 15 de Outubro de 1925. O casamento religioso realiza-se em 29 de Outubro do mesmo ano e mudam-se para Matosinhos. Com a morte do irmão, Florbela fica, mais uma vez, muito doente e começa a escrever uma obra narrativa, As Máscaras do Destino, em homenagem a Apeles Espanca. Desiludida com o seu terceiro casamento, sofrendo pela morte do irmão querido e extremamente fragilizada, Florbela procura forças mas, mesmo antes de sua morte física, vemos que ela já estava morta, pois escreve no dia 2 de Novembro de 1930, no seu Diário do último Ano: "e não haver gestos novos nem palavras novas!"16.

Acreditamos que há muito a ser estudado e dito acerca dos textos literários produzidos por essa mulher que já foi chamada “Soror Saudade”, pelo poeta e amigo Américo Durão, e que tinha da literatura uma extrema necessidade: “Não sei fazer mais nada a não ser versos: pensar em versos e sentir em verso. Predestinações...”. Lembrando-nos dos limites entre obra, autor e produção literária, Gaston Bachelard vem corroborar Florbela e as nossas próprias indagações: “o artista não cria como vive, mas vive como cria.”.

Fabio Mario da Silva


1 A reportagem, que se intitula “As pessoas continuam a precisar de poesia”, de 21 de Março de 2007, não possui indicação de autor. (cf. Anexo).

2 Esta informação é baseada nos estudos da pesquisadora Maria Lúcia Dal Farra, ao afirmar, no Afinado Desconcerto, que Florbela foi para a Igreja e para o salazarismo “o anti-modelo do feminino, da concepção de mulher” (p.17).

3 Paul Valéry, Apontamentos. Artes, Literatura, Política & Outros, trad. de Luís Fernando Quaresma, Lisboa, Pergaminho, 1994, p.19.

4 Após a morte de Florbela Espanca, Celestino David fez propaganda para recolher colaborações através do Diário de Notícias para colocação do busto no Jardim Público de Évora, mas por causa da vida da poetisa – dois divórcios e três casamentos em cerca de três anos e um possível suicídio – autoridades conservadoras ligadas ao Estado Novo, com estreitos princípios moralistas, mantiveram, por anos, o busto da poetisa na cave do Museu de Évora, ficando apenas o plinto num determinado local do jardim com a inscrição “A Florbela Espanca”.

5 “O papel do discurso crítico e do discurso poético na relação entre Florbela Espanca e o cânone”, in A planície e o abismo (Actas do Congresso sobre Florbela Espanca realizado na Universidade de Évora, de 7 a 9 de Dezembro de 1994), Évora, Vega, 1997, p. 34-35.

6 “Organização, introdução e notas”, in ESPANCA, Florbela, Obras Completas de Florbela Espanca, vol. I, Lisboa, Dom Quixote, 1995, p.15.

7 A Professora Doutora Maria Lúcia Dal Farra, apresenta-nos – além de um grande números de artigos e trabalhos acerca da obra e vida de Florbela Espanca – o caderno Trocando Olhares que foi uma publicação que veio estabelecer a história da “pré-história” da poesia florbeliana, a obra Poemas de Florbela Espanca (1996) e a obra Afinado Desconcerto (contos, cartas, diário), entre tantas outras publicações, revolvendo as lacunas deixadas por Rui Guedes nas edições das Obras Completas.

8 “Florbela: um caso feminino e poético”, in A planície e o abismo (Actas do Congresso sobre Florbela Espanca realizado na Universidade de Évora, de 7 a 9 de Dezembro de 1994), Évora, Vega, 1997, p.148.

9 Maria de Lourdes Hortas, “Florbela Espanca e a poesia feminina no Pré-Modernismo em Portugal”, in PAIVA, J. Rodrigues (org.), Estudos Sobre Florbela Espanca, Recife, Associação de Estudos Portugueses Jordão Emerenciano, 1995, p.92.

10 Luzia Machado Ribeiro de Noronha, Entreretratos de Florbela Espanca: uma leitura biografemática, São Paulo, Annablume: Fapesp, 2001, p.19.

11 Segundo Rui Guedes “Apesar de ter sido baptizada como nome FLOR BELA LOBO, logo que começa a escrever passar a usar Florbela d’Alma da Conceição Espanca, possivelmente por influência de seu pai.” (Acerca de Florbela Espanca, Dom Quixote, Lisboa, 1986, p.26). Já o Dicionário da Literatura Portuguesa, Brasileira, galega, Africana, estilística literária, organização Jacinto do Prado Coelho, registra uma pequena alteração: Florbela de Alma da Conceição Espanca. (p.304).

12 “O amor e o trágico na vida de Florbela Espanca”, in Callipole, n.º 15, Câmara Municipal de Vila Viçosa, Vila Viçosa, 2007, p. 206.

13 Há logo na entrada na Universidade de Évora uma placa em homenagem a alguns alunos aviadores do antigo Liceu que hoje é a Universidade, onde consta o nome do Apeles Espanca.

14 A pesquisadora Maria Lúcia Dal Farra esclarece-nos quem era esse “José”: “Sabe-se hoje que “José” não passa de um criptônimo a esconder a verdadeira identidade de João Martins da Silva Marques, oriundo de Redondo, Alentejo, e que viria a se tornar, mais tarde, assistente da Faculdade de Letras de Lisboa e diretor da Torre do Tombo. Florbela teria conhecido o rapaz na Figueira da Foz onde se encontrava em casa do seu padrinho Daniel da Silva Barroso.” (Florbela Espanca, Afinado Desconserto ( contos, cartas, diário), organização Maria Lúcia Dal Farra, São Paulo, Iluminuras, 2002, p.164).

15 A saúde de Florbela fica fragilizada não só pelos problemas conjugais, mas também pela ocorrência do segundo aborto involuntário. Primeiro aborto involuntário em 1918, segundo em 1923

16 Diário do último ano, Lisboa, Bertrand, 1981, p. 61.

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