Voltei a passear, voltei ao blog.
Link para aceder ao relato do passeio:
http://criarumos.info/Passeio_a_londres_web/passeio%20a%20londres.htm
17 fevereiro 2015
29 agosto 2013
Pastéis de Nata
Os que me
conhecem sabem como sou um bom garfo e não tenho medo de me chegar às panelas,
por vezes até crio umas coisa bem jeitosas, mas não é de mim que vos venho
falar… mas sim de uma especialidade bem portuguesa que muito de vocês já
provaram, comeram e se lamberam, gostariam de saber fazer mas não sabem como,
então uma breve história e depois uma receita para pasteis de nada. (aqueles ou
aquelas que queiram dar um toque mais fresco é só juntar à água raspas de limão
(pouco, se não altera em muito o sabor) e coar a mesma água para as raspas não
contaminarem o produto final.
A História
Os "Pastéis
de Nata, de Belém" são uma das mais
populares especialidades da doçaria portuguesa. Embora se possam saborear
pastéis de nata em muitos cafés e pastelarias, a receita original é um segredo
exclusivo da Fábrica dos Pastéis de Belém, em Lisboa. Aí, tradicionalmente, os
pastéis de Belém comem-se ainda quentes, polvilhados de canela e açúcar em pó.
Em 1837, em Belém, próximo ao Mosteiro dos
Jerónimos, numa tentativa de subsistência, os clérigos do mosteiro puseram à
venda numa loja precisamente uns pastéis de nata. Nessa época, a zona de Belém
ficava longe da cidade de Lisboa e o seu acesso era assegurado por barcos a
vapor. A presença do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém atraíam
inúmeros turistas que depressa se habituaram aos pastéis de Belém.
Na sequência da revolução liberal de 1820, em 1834 o mosteiro fechou. O
pasteleiro do convento decidiu vender a receita ao empresário português vindo
do Brasil Domingos Rafael Alves, continuando até hoje na posse dos seus
descendentes.
No início os pastéis foram postos à venda numa refinaria de açúcar situada próximo do Mosteiro dos Jerónimos. Em 1837 foram inauguradas as instalações num anexo, então transformado em pastelaria, a "A antiga confeitaria de Belém". Desde então, aqui se vem trabalhando ininterruptamente, confeccionado cerca de 15.000 pastéis por dia. A receita, transmitida e exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que os fabricam artesanalmente na Oficina do Segredo, mantém-se igual até aos dias de hoje.
Tanto
a receita original como o nome "Pastéis
de Belém" estão patenteados.
A Oficina do Segredo na Fábrica dos Pastéis de Belém guarda a antiga receita secreta da confeção e preparação dos verdadeiros pastéis de nata - os Pastéis de Belém.
Os mestres pasteleiros da Oficina do Segredo são os poucos detentores da receita, assinam um termo de responsabilidade e fazem um juramento em como se comprometem a não divulgar a receita.
Receita Pastéis de Nata
A Receita é para 16 unidades.
INGREDIENTES:
300gr de Massa Folhada
(eu compro a massa já feita e estendo-a até ficar bem fina)
300gr de Açúcar
2,5dl de Leite
50gr de Farinha
2,5dl de Água
6 Gemas
Canela em Pó para
polvilhar
CONFECÇÃO:
1) Deitar a farinha
no tacho, juntar o açúcar, a água, o leite e misturar bem. Levar ao lume
mexendo de vez em quando (o truque está em mexer o mínimo possível!)
até engrossar. Retirar do lume e deixar amornar. Numa tigela bater as
gemas e depois juntar o preparado anterior, em fio e mexendo sempre.
2) Ligar o forno a
250º. Numa bancada polvilhada com farinha, estender a massa folhada em forma de
retângulo. Cortar a massa em rodelas com 2cm de largura (eu uso uma
caneca). Untar as forminhas com azeite ou manteiga e forrar com a massa
folhada, esticando cuidadosamente com os dedos.
3) Aparar os
rebordos das forminhas e distribuir o preparado anterior pelas mesmas (eu
coloco uma colher de sopa em cada forminha e depois distribuo o restante
preparado de forma uniforme para que fiquem todos equilibrados).
4) Dispor as
forminhas num tabuleiro e levar ao forno por aproximadamente 35 minutos
(aqui em casa preferem-nos bem cozidos).
5) Retirar do forno
e salpicar com borrifos (o borrifador de
engomar serve) de água (não subestimem
esta parte da receita, faz toda a diferença!), deixar amornar
ligeiramente e desenformar. Servir polvilhados com canela (é polvilhar não encher de canela).
Pronto, é a receita
mais simples do mundo e garanto que fica deliciosa! Espero que gostem. Quando
experimentarem deixem comentários! Qualquer dúvida que tenham é só colocar.
Vídeo Caçado na net
sobre pastel de nata
Um ’truque’ o
maçarico faz milagres na queimada dos pasteis se o forno não os queimar suficientemente…
;)
Atenção: Cada Pastel
de Nata tem cerca de 275kcal! (Comam com moderação!), porque estes são de chorar por mais.
Senão… iguaizinhos ao Jardineiro
09 agosto 2013
Nomes de Pessoas
Os nomes que se seguem são reais, por mais incrível que possa parecer.
São passíveis de serem encontrados na base de dados de um banco português (balcão do Banco Espírito Santo) em Luanda:
São passíveis de serem encontrados na base de dados de um banco português (balcão do Banco Espírito Santo) em Luanda:
- Liberdade de Jesus Narigueta Perna Torta Banha
- Cidália Calçada Descalça
- Norlinda Rapa Buraco
- Maria Ténia Viu Vultus
- Etelvina Vaca Cabeça
- Joaquim Cuecas
- Luis Fortes Lopes Carago
- Maria Teresa Rabo Bacalhau Molho
- António Agostinho Chouriço Junior
- Maria Bem Grosso
- Joaquim Bagina
- Paulo Puns Dá
- Maria Trombasia
- Ignácio Bufa Bucelato
- Maria Salva Um de Cada Vez
- José de Sousa Rabito Magro
- Maria Augusta Rata Seca
- Cidália Calçada Descalça
- Norlinda Rapa Buraco
- Maria Ténia Viu Vultus
- Etelvina Vaca Cabeça
- Joaquim Cuecas
- Luis Fortes Lopes Carago
- Maria Teresa Rabo Bacalhau Molho
- António Agostinho Chouriço Junior
- Maria Bem Grosso
- Joaquim Bagina
- Paulo Puns Dá
- Maria Trombasia
- Ignácio Bufa Bucelato
- Maria Salva Um de Cada Vez
- José de Sousa Rabito Magro
- Maria Augusta Rata Seca
E a vencedora é:
- Maria Salva Um de Cada Vez
- Maria Salva Um de Cada Vez
Etiquetas:
Muito Louca,
Olha o Boneco,
Urtigas
06 julho 2013
Casas bizarras e exóticas pelo mundo
Desde Fevereiro de 2012 que não colocava nada...
Vadiagem, trabalho, escravatura ou falta de tempo... provavelmente um pouco de tudo, uma certeza porém... não é falta de consideração pelos amigos deste Blog. Estou de volta, por quanto tempo? Só perguntando aos astros.
Então vamos lá...

Algumas pessoas gostam de casas com formatos tradicionais, já outras são extremamente criativas e extravagantes , não se contentam com simplicidade e fazem de suas casas estruturas arquitetônicas impressionantes.
Algumas são tão bizarras e exóticas, como a casa feita de cabeça para baixo, uma mansão em forma de bolhas, cogumelos, e até vaso sanitário, impossível não ficar de bocaberta.
Conheçam algumas casas com fomatos inusitados e bizarros pelo mundo (part 1)
Casa Bolha na França – Bubble House
A “Bubble House” (casa bolha) fica em Tourettes-sur-Loup, França, foi concebida nos anos 70 pelo arquiteto húngaro Antti Lovag, para o famoso costureiro Pierre Cadin.Essa casa futurista com inúmeras janelas, deve proporcionar uma bela vista para o mar mediterrâneo apesar de seu formato exótico, eu achei bem interessante.



Hang Nga Villa – Dalat, Vietnam
Esta casa é conhecida como “crazy house” e parece uma casa dos contos de fadas de um livro infantil tipo a casa da bruxa.Foi construída por Hang Nga com o fim de refletir seu interesse em arte e arquitetura.Feita de concreto sua aparência imita um grande e velho tronco de árvore.A casa hoje em dia é usada como restaurante e entrada para uma pousada.

Crooked House – Sopot, Polônia
Esta casa situa-se na Polônia e foi criada pelo arquiteto polonês Szoty?scy Zaleski. Seu projeto foi inspirado pelas ilustrações de Jan Marcin Szancer e pelo artista suéco Per Dahlberg. Ela é uma das contruções mais fotografadas em toda a Polônia, possui magníficas curvas e uma azul-esverdeado esmaltado nas telhas e vidros. O edifício estava destinado a criar a impressão de um enorme dragão mas, evidentemente, falhou. Na verdade, trata-se de um pequeno complexo de lojas e não de uma casa mas, mesmo assim é muito interessante e, com suas curvas e ângulos, parece ter saído do cenário de algum desenho animado. Não se preocupe, ele não vai cair.

Elephante & Hippodome – Cornville, Arizona
Essa casa é chamada de “Elephant House”, sua escultura foi criada pela artista casa Michael Kahn e sua esposa Leda Livant com materiais encontrados ao longo de um período de 28 anos. Nunca houve qualquer tipo de piso plano no interior da casa.Sua aparência é de um hipopótamo emergindo de um lago.


Bart Prince House – Albuquerque, Novo México
O arquiteto Bart Prince é conhecido por projetar estruturas criativas e inusitadas como esta.O arquiteto diz que suas casas começam de dentro para fora.


Casa toilet
Essa casa em formato de vaso sanitário foi construída por Sim Jae-Duck, apelidado de “Prefeito Toilet” na cidade de Suweon, Coréia do Sul. No centro da casa, as paredes de vidro são como se fossem uma vitrine, produzindo alguns efeitos para que os usuários da grande casa possam se sentir mais seguros.

“Inversion House” – Houston, Texas
Duas propriedades estavam para serem demolidas em Houston (EUA) e os artistas plásticos, Dan Havel e Dean Ruck, viram uma oportunidade de transformá-la em arte, fazendo uma escultura de madeira com a aparência de buraco negro.Esse buraco foi criado com as próprias madeiras da propriedade que durante 30 anos foi um espaço de exposições e aulas de arte da Art League Houston.

Casa cogumelo “Mushroom House – Cincinnati, Ohio
O arquiteto Terry Brown criou esta casa, chamada por ele de Mushroom House, uma casa com aparência bizarra em um bairro chique de Cincinnati. A intenção do arquiteto era criar uma casa com formas irregulares que imitaria formas encontradas na natureza, utilizando vários materias como vidros, madeiras e até cerâmicas.

Arranha-céu de madeira na Rússia
Esse imenso arranha céu de madeira foi construído pelo ex-gângster Nikolai Sutyain em Arkhangelsk, na Rússia. O projeto original, tinha dois andares, mas como queria mais espaço, começou a acrescentar andares e ela acabou se transformando em um arranha-céu.Nikolai já foi um milionário e hoje possui apenas sua casa de madeira.

Casa de cabeça para baixo na Polônia
Só de olhar para essa construção já dá para sentir náuseas, esta é a Upside Down House, a casa de cabeça para baixo, construída pelo empresário polonês Daniel Czapiewski que levou 114 dias para ficar pronta.A casa atrai muitos turistas para a pequena aldeia de Szymbark. Segundo Daniel, a casa foi construída de cabeça para baixo como um manifesto contra a condição atual do mundo, que segundo suas palavras, “está tudo virado de cabeça para baixo”.

Casa Crocodilo
A casa foi construída em Abidjan, capital da Costa do Marfim por Moussa Kalo artista africano que morreu antes de inaugurar sua nova casa.


Piano House
Esta surpreendente arquitetura é a casa Piano localizada em Huainan na China.As escadas que dão acesso para a entrada da casa estão no grande violino transparente.

“Shoe House” Casa Sapato
Veja mais uma casa com formato inusitado na África.A Shoe House fica na África do Sul,e é criação do artista e hoteleiro Ron Van Zyl, que a construiu para sua esposa Yvonne em 1990. O sapato abriga um pequeno museu de arte em madeira talhada e faz parte de um complexo de oito chalés com restaurante, piscina e bar.

Fonte : Link
13 fevereiro 2012
07 fevereiro 2012
No jardim de Infancia
Num infantário a educadora está a ajudar um menino a calçar as botas. Ela faz força, faz força, e parece impossível; as botas entram muito apertadas.
Ao fim de algum tempo, e a muito custo, uma bota já entrou e a outra já está quase.
Nisto diz o miúdo:
- As botas estão trocadas!
A educadora pára, respira fundo, vê que o rapaz tem razão e começa a tirar-lhe as botas.
Mais uma dose de esforço e depois ela torna a tentar colocar-lhe as botas, desta vez nos pés certos.
Ao fim de muito tempo e muito esforço, ela lá é bem sucedida e diz:
- Bolas, estava a ver que não. Custou!
Mas o puto avança:
- Sabe é que estas botas não são minhas!
A educadora fecha os olhos, respira fundo e lá começa a descalçar o rapaz novamente.
Quando finalmente consegue, diz ao miúdo:
- OK! De quem é que são estas botas, então?
- São do meu irmão! A minha mãe obrigou-me a trazê-las!
A educadora fica em estado de choque, pulsação acelerada, vai respirando fundo, decide não dizer nada e novamente calçar o rapaz.
Mais uma série de tempo e finalmente consegue.
No fim diz-lhe:
- Pronto, as botas já estão! Onde é que tens as luvas?
- Estão dentro das botas...
02 fevereiro 2012
O CÃO DO POLÍTICO
Reunidos num churrasco de jardim, encontram-se um engenheiro, um contabilista, um químico, um informático e um político, todos com os seus cães. E, todos eles, desejosos de mostrarem as habilidades dos seus animais.
1 - O engenheiro disse para o seu cão: Scalimetre, mostra as tuas habilidades!
O cão agarrou num martelo, umas tábuas e construiu
um canil.
Todos os presentes concordaram que era
inacreditável.
2 - O contabilista disse que o seu cão podia fazer ainda melhor: Flux , mostra as tuas habilidades!
2 - O contabilista disse que o seu cão podia fazer ainda melhor: Flux , mostra as tuas habilidades!
O cão entrou em casa, foi à cozinha, voltou com 24
biscoitos, divididos em 8 pilhas de 3 bolachas cada.
Todos concordaram que era muita
habilidade...
3 - O químico disse que o seu cão iria fazer melhor: Óxide, mostre-nos o que sabe fazer!
O Óxide entrou em casa, foi ao frgorífico, tirou leite, uma banana descascada, usou a batedeira e fez um batido.
3 - O químico disse que o seu cão iria fazer melhor: Óxide, mostre-nos o que sabe fazer!
O Óxide entrou em casa, foi ao frgorífico, tirou leite, uma banana descascada, usou a batedeira e fez um batido.
Todos concordaram que era
impressionante.
Contudo, o informático sabia que podia vencê-los a todos e disse: Megabyte, faz!
O Megabyte foi direito ao carro, pegou no notebook, ligou-o, verificou se ele tinha algum vírus, melhorou o sistema operativo, mandou um e-mail e instalou um jogo.
Contudo, o informático sabia que podia vencê-los a todos e disse: Megabyte, faz!
O Megabyte foi direito ao carro, pegou no notebook, ligou-o, verificou se ele tinha algum vírus, melhorou o sistema operativo, mandou um e-mail e instalou um jogo.
Todos concordaram que isto era muito difícil de ser
superado.
Olharam com desconfiança para o político e disseram-lhe: E o seu cachorro, o que é que sabe fazer...?
5 - O político chamou o seu cão e disse: Deputado, mostra para todos as tuas habilidades!
O Deputado levantou-se de repente, comeu as bolachas, bebeu o batido, cagou no tapete, destruiu os arquivos do notebook, virou-se de costas para os outros quatro cães, ocupou o canil com um título falso e alegou imunidade parlamentar ....
Olharam com desconfiança para o político e disseram-lhe: E o seu cachorro, o que é que sabe fazer...?
5 - O político chamou o seu cão e disse: Deputado, mostra para todos as tuas habilidades!
O Deputado levantou-se de repente, comeu as bolachas, bebeu o batido, cagou no tapete, destruiu os arquivos do notebook, virou-se de costas para os outros quatro cães, ocupou o canil com um título falso e alegou imunidade parlamentar ....
29 dezembro 2011
Feliz Olhar Novo
"O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua
história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita de felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais..., mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. As vezes a gente espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
O ano que vai entrar vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que desejo para todos é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3. Ou mude-o de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro): CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam bem diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial.
O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!
Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"
Autor: Carlos Drummond de Andrade
O grande lance é viver cada momento como se a receita de felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais..., mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. As vezes a gente espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
O ano que vai entrar vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que desejo para todos é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3. Ou mude-o de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro): CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam bem diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial.
O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!
Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"
Autor: Carlos Drummond de Andrade
30 novembro 2011
A árvore dos amigos
Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo.
Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe.
Mostram o que é ter vida. Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós.
Passamos a conhecer toda a família, à qual desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos, que não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos desses são designados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz...
Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então é chamado de amigo namorado.
Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto.
Falando em perto, não podemos nos esquecer dos amigos distantes, que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam aumentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho.
Cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada.
Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.
25 novembro 2011
Saudade...É o amor que fica !
No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem como suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.
Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses".
Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado.
É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria.
Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém por 2 longos anos de tratamentos nos mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.
Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
Meu anjo respondeu:
- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é ?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo, e então?
- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação
- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo:
- E o que saudade significa para você, minha querida ?
- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Um anjo passou por mim...
Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci.
Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.
Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.
Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinastes, pela ajuda que me destes.
De um artigo do Dr. Rogério Brandão - Médico oncologista clínico.
Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses".
Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado.
É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria.
Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém por 2 longos anos de tratamentos nos mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.
Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
Meu anjo respondeu:
- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é ?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo, e então?
- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação
- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo:
- E o que saudade significa para você, minha querida ?
- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Um anjo passou por mim...
Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci.
Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.
Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.
Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinastes, pela ajuda que me destes.
De um artigo do Dr. Rogério Brandão - Médico oncologista clínico.
Etiquetas:
Demonstrando,
Reflexão
23 novembro 2011
Sherlock Holmes
Sherlock
Holmes
Sherlock Holmes e Watson vão acampar.
Montam a tenda e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho, deitam-se para dormir.
Algumas horas depois, Holmes acorda e diz para o seu fiel amigo:
— Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.
Watson responde:
— Vejo milhares e milhares de estrelas.
Holmes, então, pergunta:
— E o que isso significa?
Watson pondera por um minuto, depois enumera:
1. Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias, e, potencialmente, biliões de planetas.
2. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte.
3. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03 horas e 15minutos pela altura em que se encontra a Estrela Polar.
4. Teologicamente, posso ver que Deus é todo-poderoso e somos pequenos e insignificantes.
5. Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia.
Correcto?
Holmes fica um minuto em silêncio e diz:
— Fdssss... Watson, não vês que nos gamaram a puta da tenda?!!...
Moral da história: A vida é simples, nós é que a complicamos.
Sherlock Holmes e Watson vão acampar.
Montam a tenda e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho, deitam-se para dormir.
Algumas horas depois, Holmes acorda e diz para o seu fiel amigo:
— Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.
Watson responde:
— Vejo milhares e milhares de estrelas.
Holmes, então, pergunta:
— E o que isso significa?
Watson pondera por um minuto, depois enumera:
1. Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias, e, potencialmente, biliões de planetas.
2. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte.
3. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03 horas e 15minutos pela altura em que se encontra a Estrela Polar.
4. Teologicamente, posso ver que Deus é todo-poderoso e somos pequenos e insignificantes.
5. Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia.
Correcto?
Holmes fica um minuto em silêncio e diz:
— Fdssss... Watson, não vês que nos gamaram a puta da tenda?!!...
Moral da história: A vida é simples, nós é que a complicamos.
Etiquetas:
Demonstrando,
Reflexão,
Urtigas
20 novembro 2011
Solte a panela
Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e viu que dela haviam tirado um panelão de comida.
O urso abraçou a panela com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade era o calor da panela. Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E quanto mais alto urrava, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.
Quanto mais a panela lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda urrava. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a panela. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar urrando.
Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa. vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro e, mesmo assim, ainda as julgamos importantes.
Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero.
Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir. Tenha a coragem e a visão que o urso não teve. Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.
Solte a panela!
Etiquetas:
Avisos,
Demonstrando,
Reflexão,
Urtigas
15 novembro 2011
A condenação à forca e o casamento
O casamento para escapar à forca, ou a forca para evitar o casamento
Na Idade Média havia um costume, nalguns países, que consistia em perdoar a pena de morte a um condenado, se este fosse pedido em casamento por uma rapariga. O Código de Justiça Militar francês, em 1668, proibiu que esse costume abrangesse os desertores das tropas. O casamento poderia ser uma forma ardilosa de escapa à forca.
Enforca, enforca!...
Valério Bexiga, no livro «O Juiz e o fariseu» descreve um caso curioso. Terá acontecido algures em França no séc. XVIII. Um contrabandista, condenado à forca, já se encontrava no cadafalso, com o capuz na cabeça e a corda ao pescoço, quando, na assistência, uma mulher grita que queria casar com ele.
A execução é suspensa e a sortuda mulher aproxima-se. Tratava-se de uma mulher feia, coxa e com ar esquisito. Ao ver tal figura, o condenado enfia o capuz na própria cabeça, e grita aflitivamente para o carrasco: «enforca, enforca!...».
A execução é suspensa e a sortuda mulher aproxima-se. Tratava-se de uma mulher feia, coxa e com ar esquisito. Ao ver tal figura, o condenado enfia o capuz na própria cabeça, e grita aflitivamente para o carrasco: «enforca, enforca!...».
Justificação religiosa
Segundo a Igreja, o casamento é um sacramento de tal modo importante que se justifica aquele "perdão" da pena. Só Deus pode dissolver o casamento com a morte natural. O casamento conferia também especial estatuto e era exigido nalgumas profissões. Por exemplo nas Ordenações Afonsinas e Manuelinas dispunha que "casado deve ser o oficial de justiça".
Justificações profanas
Algumas pessoas, para justificar tal costume (perdão da forca se o condenado casasse), diziam que não se tratava de um autêntico perdão de pena, mas sim de uma "pena alternativa".
O filósofo Séneca (séc. I), ao criticar as condenações à morte decretadas pelo imperador Nero, dizia: "condenados à morte estamos desde que nascemos, e assim, a condenação à morte não é uma verdadeira pena." Talvez por isso, um jurista chamado Despeisses (séc. XVII) concluía que "o casamento é uma pena mais severa do que a morte".
O filósofo Séneca (séc. I), ao criticar as condenações à morte decretadas pelo imperador Nero, dizia: "condenados à morte estamos desde que nascemos, e assim, a condenação à morte não é uma verdadeira pena." Talvez por isso, um jurista chamado Despeisses (séc. XVII) concluía que "o casamento é uma pena mais severa do que a morte".
Casamento e a filosofia
O filósofo Sócrates (séc. IV a.C., casado com Xantipa, que era mulher de mau feitio), dizia aos seus discípulos: "casai-vos, se vos calhar em sorte uma boa mulher, sereis felizes. Se vos couber uma má, sereis filósofos". No mesmo sentido, São Jerónimo (séc. IV) defendeu o celibato por ser o modo de melhor filosofar. E em 1073, o Papa Gregório VII impôs o celibato obrigatório porque "o matrimónio dos sacerdotes é herético e os distraia do serviço ao Senhor", e vários teólogos defendiam que "a sexualidade atrapalha a espiritualidade". Esta perspectiva negativa e "herética" do casamento, acaba por justificar este sacramento como "pena alternativa", embora não tenha sido esse o objectivo da Igreja.
A "forca" nos dias de hoje
Quando temos conhecimento que alguém se casou, é costume dizer-se, na actualidade, em linguagem calão, "enforcou-se". De certeza que este termo calão, ao equiparar o casamento à forca, tem origem naquele costume medieval.
João Luis Gonçalves, Procurador da República no TAFF
Etiquetas:
Avisos,
Demonstrando,
Reflexão,
Urtigas
09 novembro 2011
Imposto não imposto pago continuamente
No início do séc. XIX, o imposto, para ser legítimo, teria de ter a concordância do próprio povo
"O bom pastor é aquele que tosquia as ovelhas, não o que lhes arranca a pele."
Imperador Tibério
Imperador Tibério
Origem do imposto O imposto surgiu na História, segundo Cícero (séc I a.C), como "pagamento de prestação periódica dos vencidos de guerra aos vencedores, depois de reduzidos à escravidão. O imposto era, assim, uma obrigação de escravo", escreve Valério Bexiga no seu livro "Cabra que pula a vinha…", 1999.
Inventores de impostos
O imperador Romano Caio Calígula, foi um dos maiores "inventores de impostos". Até criou imposto sobre "as portas" e, no ano 40 d.C., sobre os "lucros da prostituição". Consta que autorizou a prática desta actividade em instalações públicas. Desde que se paguem impostos, tudo é lícito. Cícero, nas célebres "Verrinas", equiparava os pesados impostos do governador Verres, da Sicília, às prestações exigidas aos povos escravizados, por serem tributos absurdos, que delapidaram os cidadãos daquela ilha. O imperador Tibério, que viveu na altura de Cristo, indignado com as constantes queixas das "extorsões fiscais" do governador do Egito, mandou-lhe recado dizendo: "o bom pastor é aquele que tosquia as ovelhas, não o que lhes arranca a pele."
Imitação dos portugueses
Valério Bexiga (in op.cit.) diz que "o sistema fiscal português, dá mostras de algum progresso na senda da inventividade de Caio Calígula". Por exemplo, D.Miguel, em 1832, também decidiu tributar as portas e janelas, tal como havia feito Calígula na antiga Roma. Em Portugal, nos nossos dias, também se tributa o "suborno", diz Valério Bexiga (in op. cit.). Mas, devido à dificuldade de inscrever esta despesa, o governo incluiu a rubrica "despesas não documentadas". Ou seja, tal como o imperador Calígula, a origem e destino do rendimento não interessa, desde pague imposto, tudo é lícito.
"Imposto não imposto"
O advento do liberalismo, início do séc. XIX, veio acentuar a ideia de que o imposto, para ser legítimo, teria de ter a concordância do próprio povo. Como é isto possível? A solução é simples: a aprovação dos impostos fica reservada ao povo, através dos seus representantes eleitos no parlamento. Esta "legalidade formal", na prática, é a que ainda vigora nos nossos dias. O problema é que a legalidade formal é parente afastada da realidade prática.
Conta-se que o intendente Pina Manique recebeu, por decreto real, a concessão dos "serviços de iluminação pública" em Lisboa, no final do séc. XVIII. No entanto, continuou a receber as taxas respectivas (100 réis exigidos a cada morador), mesmo depois de extinguir a prestação do serviço. Mais tarde, constava que as dispendiosas festas, na altura do primeiro parto da rainha Carlota, tinham sido promovidas pelo referido intendente.
Pagar taxas, sem o correspondente serviço prestado ao cidadão é, na verdade, o pior "imposto não imposto" inventado, que se tornou, infelizmente, habitual, desde, pelo menos, final do séc. XVIII.
Dizia Estobeu: "o uso do dinheiro, feito com inteligência, pode contribuir para a generosidade e para o bem do povo; sem inteligência, é um imposto pago continuamente".
João Luís Gonçalves, Procurador da República no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé
Etiquetas:
Alentejo,
Demonstrando,
Reflexão,
Urtigas
09 agosto 2011
DAQUELAS QUE VALE A PENA LER!...
|
Etiquetas:
Avisos,
Demonstrando,
Muito Louca
18 julho 2011
Cabeleireira karateca prende ladrão e usa-o como escravo sexual
Um homem tenta assaltar um cabeleireiro e acaba por ser sequestrado pela dona do estabelecimento, que o transforma num escravo sexual. Este podia ser o enredo de um filme de Hollywood, mas não: o episódio é verídico e aconteceu na Rússia.
Viktor Jasinski, de 32 anos, entrou no salão de beleza com o intuito de roubar o dinheiro que estava na caixa registadora. A dona, Olga Zajac, trocou-lhe as voltas e imobilizou-o com facilidade, recorrendo às artes marciais: a mulher, de 28 anos, é cinturão negro de karaté.
Em vez de ligar para a Polícia, depois de imobilizar o intruso, a jovem russa decidiu dar-lhe uma lição: despiu-o, algemou-o a uma cama e obrigou-o, com recurso a comprimidos Viagra, a ser seu escravo sexual durante três dias. Depois de usar e abusar do ladrão, Olga soltou-o e disse-lhe para desaparecer.
Prisão para ambos
Viktor deslocou-se imediatamente ao hospital para tratar os hematomas no pénis e testículos, onde chamou a Polícia e apresentou queixa contra a violadora. Às autoridades, Olga deixou claro: "Quis apenas dar-lhe uma lição. Sim, tivemos sexo umas quantas vezes. Mas, no fim, ainda lhe dei dinheiro e ofereci-lhe um par de calças de ganga novas", lê-se na edição de hoje do jornal inglês "Daily Mirror ".
Resultado: o homem acabou por ser preso por tentativa de roubo e a mulher tambe foi detida por tortura e sequestro.
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/cabeleireira-karateca-prende-ladrao-e-usa-o-como-escravo-sexual=f661974#ixzz1SGsMDjYx
Etiquetas:
Avisos,
Demonstrando
14 julho 2011
O copo de tinto e o Santo...
Chegou um tipo ao bar e gritou:
Eh aí? Dê-me um copo de tinto!
O empregado encheu o copo e avisou:
- Aqui toda a gente que bebe um copo deita pró chão um pouco e oferece ao santo!
O freguês fez um manguito com o braço.
- Aqui, oh! Pró santo eu faço um manguito!
No mesmo instante o braço dele endureceu de tal forma que não se mexia.
- O que aconteceu? - gritou o homem, desesperado.
- O senhor ofendeu o santo e foi castigado.
Mas como é a primeira vez que o senhor vem ao bar, vou resolver isso.
O empregado chamou todos os fregueses e pediu que rezassem.
O braço do sujeito foi voltando ao normal.
Um velhinho viu tudo e ficou impressionado.
Dirigiu-se ao empregado, pediu um copo e bebeu de uma só vez.
O empregado perguntou:
- E pró santo?
O velhinho baixou as calças e tirou o dito pra fora:
- Aqui pró santo...!
O pau endureceu na hora.
O velhinho sacou uma arma e gritou:
- Se alguém rezar aqui, *MORRE!!!!!!!!*
Não sei onde fica tal taberna... evitam de perguntar.
Eh aí? Dê-me um copo de tinto!
O empregado encheu o copo e avisou:
- Aqui toda a gente que bebe um copo deita pró chão um pouco e oferece ao santo!
O freguês fez um manguito com o braço.
- Aqui, oh! Pró santo eu faço um manguito!
No mesmo instante o braço dele endureceu de tal forma que não se mexia.
- O que aconteceu? - gritou o homem, desesperado.
- O senhor ofendeu o santo e foi castigado.
Mas como é a primeira vez que o senhor vem ao bar, vou resolver isso.
O empregado chamou todos os fregueses e pediu que rezassem.
O braço do sujeito foi voltando ao normal.
Um velhinho viu tudo e ficou impressionado.
Dirigiu-se ao empregado, pediu um copo e bebeu de uma só vez.
O empregado perguntou:
- E pró santo?
O velhinho baixou as calças e tirou o dito pra fora:
- Aqui pró santo...!
O pau endureceu na hora.
O velhinho sacou uma arma e gritou:
- Se alguém rezar aqui, *MORRE!!!!!!!!*
Não sei onde fica tal taberna... evitam de perguntar.
Local:
Malagueira, Évora, Portugal
29 junho 2011
MODERNO SUPERMERCADO
A CADA SECÇÃO, SUA PECULIARIDADE...
A água é borrifada automaticamente, para manter os produtos frescos.
Você escuta o som distante de trovões e o cheiro de chuva fresca.
Quando você passa na seção de laticínios, você escuta mugidos e
vivencia o aroma do leite sendo tirado das vacas.
vivencia o aroma do leite sendo tirado das vacas.
No sector de carnes tem aquele agradável aroma de carne assada
na grelha com cebola.
Na prateleira de ovos, você escuta o som de galinhas cacarejando,
e o ar se enche do cheiro de bacon e ovos sendo fritos.
Na padaria, se pode sentir o aroma de pães e biscoitos sendo assados.
Nunca mais compro papel higiénico lá!
Etiquetas:
Avisos,
Demonstrando
Subscrever:
Mensagens (Atom)



























